Diesel ecológico abastece a frota de Curitiba

A Repar - Refinaria Presidente Getúlio Vargas, unidade da Petrobras em Araucária (PR), completou uma semana de vendas do diesel ecológico, que substituiu o produto vendido anteriormente. O novo combustível polui menos, porque tem redução de 75% do enxofre

  
  

A Repar - Refinaria Presidente Getúlio Vargas, unidade da Petrobras em Araucária (PR), completou uma semana de vendas do diesel ecológico, que substituiu o produto vendido anteriormente. O novo combustível polui menos, porque tem redução de 75% do enxofre, e será usado por todos os motoristas de veículos a diesel da região de Curitiba até setembro. Para o sindicato dos proprietários de postos de combustíveis, o preço na bomba deve subir pelo menos R$ 0,0146, que é o acréscimo pago às empresas distribuidoras. Hoje o litro do diesel custa em média R$ 1,81. Como a alta deve ser pequena, é possível que segmentos que utilizam o diesel não repassem a alta para o preço dos serviços. "A mudança com certeza não trará impacto econômico", acredita Ana Beatriz Franco, gerente comercial da Repar.

A refinaria está entre poucas no Brasil a produzir o novo diesel, chamado de F500 porque possui 500 partes por milhão (ppm) de enxofre. O novo diesel também chegou este mês a Belém, Fortaleza, Recife, Aracaju, Salvador e Vitória, e em setembro passa a ser vendido em Porto Alegre. Ele também já é usado nas maiores cidades do país.

Até agora, os motoristas da região de Curitiba e outras metrópoles usavam o diesel com 2 mil ppm, que agora substitui o produto de 3,5 mil ppm nas demais cidades.

De acordo com cálculos da Petrobras, o principal benefício é que o país terá 86 mil toneladas a menos por ano de óxidos de enxofre na atmosfera. O professor de engenharia química da UFPR, Carlos Yamamoto, conta que esse poluente produz a chuva ácida, responsável por problemas respiratórios e ardência nos olhos.

Com a mudança, o Brasil se torna um dos poucos países em desenvolvimento a utilizar o novo diesel. Para isso foram investidos US$ 750 milhões em 2004, e, até 2010, serão investidos mais US$ 1,7 bilhão para se chegar a um produto com apenas 50 ppm. Esta melhoria exigirá a construção de seis novas estruturas dentro da Repar, que contratará 8 mil pessoas para as obras até 2008.

Também serão construídas novas refinarias no país para cumprir a legislação ambiental que entra em vigor em 2009.

Tecnologia - As montadoras de veículos do país já exigiam a adoção do diesel menos poluente, que desgasta menos o motor. Para a fabricante de ônibus e caminhões a diesel Volvo, que tem fábrica em Curitiba, a regulamentação vem ao encontro dos projetos da unidade. O engenheiro Alexandre Parker conta que já existe a demanda pela tecnologia. "Quando a legislação entrar em vigor, a empresa terá novos produtos para o mercado, que se beneficiem do produto de mais qualidade."

Fonte: Gazeta do Povo/PR

Del Valle Editoria
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