Dissertação de bióloga mostra o caminho para combater a fome

O lixo doméstico e comercial podem estar guardando a receita para amenizar a fome dos 50 milhões de brasileiros que hoje vivem com menos de US$ 1 por dia, conforme estimativas do IBGE. A conclusão é da professora da Universidade Federal de Santa Catar

  
  

O lixo doméstico e comercial podem estar guardando a receita para amenizar a fome dos 50 milhões de brasileiros que hoje vivem com menos de US$ 1 por dia, conforme estimativas do IBGE.

A conclusão é da professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Maria Benedita da Silva Prim, autora de dissertação que pode contribuir com as atuais prioridades do governo Lula.

Segundo Maria Benedita, que é pedagoga e bióloga, cada pessoa produz, em média, 800 gramas de lixo por dia. Do total, 60% é orgânico, portanto, consumível. O desperdício de alimentos inspirou as receitas adaptadas por ela, que avalia a quantidade de comida desperdiçada pela Central de Abastecimento (Ceasa) de São José, município vizinho da capital Florianópolis, em Santa Catarina. Como estudo de caso, ela mapeia a negligência de agricultores e comerciantes diante das sobras de beterraba, cenoura e couve-flor.

"Apesar de serem 100% aproveitáveis, donas-de-casa também costumam desprezar partes nutritivas desses três legumes", garante a bióloga, referindo-se aos talos, folhas e cascas que normalmente vão para o lixo. Material orgânico que poderia ser transformado em pratos nutritivos, amenizando a fome de milhões de pessoas.

A última edição do Núcleo de Mídia Científica da UFSC (Mic) apresenta idéias passíveis de aproveitamento no atual momento de mobilização contra a fome. As famílias estão jogando um verdadeiro banquete no lixo, alerta Maria Benedita, responsável por projeto de reaproveitamento de lixo orgânico em colégio de Palhoça.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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