Notícias > Ambiente > 

Diversificação de culturas é o caminho para a sustentabilidade

A diversificação de culturas, na produção agrícola, é o único caminho capaz de levar a sociedade ao desenvolvimento sustentável. A afirmação é de Yolanda Kakabadse durante a abertura da 1ª Conferência do Fórum sobre Soja Sustentável (RSS, na sigla em fran

18 de Março de 2005.
Publicado por Equipe EcoViagem  

A diversificação de culturas, na produção agrícola, é o único caminho capaz de levar a sociedade ao desenvolvimento sustentável. A afirmação é de Yolanda Kakabadse durante a abertura da 1ª Conferência do Fórum sobre Soja Sustentável (RSS, na sigla em francês), na manhã de ontem (quinta-feira, 17), em Foz do Iguaçu.

O ministro da Reforma Agrária, Miguel Rosseto, não conseguiu espaço na agenda e faltou a solenidade.

Participam dos debates e discussões cerca de 200 agricultores, empresários, comerciantes, consumidores e instituições internacionais, que buscam critérios mínimos para incrementar o cultivo de um dos principais produtos
de exportação do Brasil: a soja. O evento prossegue até o final da tarde de hoje (sexta-feira, 18), no Hotel Bourbon.

Segundo Yolanda, presidente da conferência, as diferentes sociedades precisam definir critérios específicos para uma cultura agrícola sustentável, no caso a soja.

“Essa planta traz um grande benefício às comunidades, mas é preciso racionalidade”, revelou. Ela afirmou que para atingir esse objetivo é necessário estudar cada região, cada terreno.

Não tem como chegar a uma visão sistêmica da
sustentabilidade, isso porque se aqui no Brasil o clima é subtropical, nos países com deserto, o solo é muito mais árido e a água escassa”, frisou.

Yolanda destacou uma série de fatores na busca da soja sustentável. O fator econômico, segundo ela, precisa analisar vários aspectos, entre os quais os valores intrínsecos (quanto em recursos serão aplicados) e de mercado (para quem será comercializada).

Os fatores sociais e culturais envolvem principalmente a exportação dos produtos e o manejo do solo. “O mais importante da sustentabilidade é o uso racional dos
recursos. A destruição do ecossistema afeta diretamente a sociedade”, afirma.

O político, ainda segundo Yolanda, exerce grande influência na busca da soja sustentável. É preciso que os governantes observem atentamente uma visão de curso, com longo prazo.

“Os líderes, com raríssimas exceções, pensam apenas sem seus interesses próprios”, concluiu.

Água Boa :

O diretor de Coordenação da Itaipu Binacional, Nelton Friedrich, representou o governo federal na solenidade de abertura da Conferência sobre Soja Sustentável.

Segundo ele, essa metodologia prevê uma série de iniciativas, como manejo do solo adequado, com respeito às normas pré-estabelecidas.

Friedrich fez uma breve explanação do programa
Cultivando Água Boa, da Itaipu Binacional, e destacou o trabalho desenvolvido em oito assentamentos com fim de reforma agrária existentes no Oeste do Paraná.

“Nesses locais, inclusive está se trabalhando com banco de sementes, o que permite ao mesmo tempo trabalhar os projetos de agricultura orgânica e familiar”, revelou.

O fórum tem como metas promover a discussão entre os distintos atores sobre o impacto socioambiental da produção da soja, discutir estratégias para promover uma produção menos impactante e buscar consenso entre os atores vinculados a essa linha de produção.

A organização do evento envolve empresas e entidades como a WWF (Suíça), Coop (Suíça), Fetraf-Sul (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul), CoRdaid (Holanda), Unilever (Holanda) e Grupo André Maggi (Brasil).

Debates :

A Conferência prossegue na tarde de ontem com uma série de debates sobre crescimento e comércio da soja, recomendações da sociedade civil ao setor e cuidando dos consumidores: experiências e expectativas do setor varejista. No final da tarde aconteceu uma rodada de discussões com a imprensa.

Para hoje, a primeira atividade programada foi cuidar da introdução ao esboço da declaração do fórum, com divisão dos grupos de debates. As equipes vão abordar quatro aspectos: sociais, ambientais, econômicos legais. A apresentação dos resultados das discussões iniciou as 11h30.

O período da tarde também foi reservado para os grupos de discussões. No final dos debates será realizada uma síntese da conferência para definição de novos passos na busca da soja sustentável.

Os últimos atos do evento serão a apresentação da declaração revisada e uma coletiva à imprensa, programada para as 18h.

Fonte: Agência Front

Compartilhar nas Redes Sociais

Comentários


 

Veja também

Embrapa desenvolve algodão marrom avermelhadoBiblioteca Verde será inaugurada em Jaguariúna-SP

 

editar    editar    editar    618 visitas    0 comentários