Divulgados municípios onde será avaliado uso do biogás

Os ministérios do Meio Ambiente e das Cidades estão divulgando as 30 cidades de todo o Brasil onde serão realizados estudos sobre o uso do gás de aterros e de lixões em troca de créditos de carbono. O chamado biogás pode ser usado para geração de energia,

  
  

Os ministérios do Meio Ambiente e das Cidades estão divulgando as 30 cidades de todo o Brasil onde serão realizados estudos sobre o uso do gás de aterros e de lixões em troca de créditos de carbono. O chamado biogás pode ser usado para geração de energia, por exemplo.

Essa operação é prevista pelo MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto. Os estudos serão financiados pelo governo japonês, que deverá doar US$ 979 mil até o fim de 2006.

Os municípios foram selecionados entre as 200 maiores cidades do País, com mais de 118 mil habitantes e que concentram 51% da população. Essas cidades geram todos os dias 96 mil toneladas de resíduos, cerca de 64% do total produzido no Brasil.

Para a seleção, tiveram prioridade os municípios que ainda usam lixões ou aterros pouco adequados do ponto de vista ambiental e social.

Com a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, estima-se que o mercado global de créditos de carbono atinja US$ 10 bilhões nos próximos anos.

O Brasil participa desse mercado desde junho de 2004, após a aprovação de dois projetos, um em Salvador (BA) e outro na cidade do Rio de Janeiro (RJ), ambos para geração de energia a partir do biogás produzido em aterros sanitários.

Entre os gases que agravam o efeito estufa e contribuem para o aquecimento global, destacam-se o dióxido de carbono (CO2) e o metano (CH4). Este último é o principal gás produzido pela decomposição do lixo em aterros e lixões.

No Brasil, o tratamento dos gases em aterros sanitários é praticamente todo feito com a queima do metano e liberação do dióxido de carbono na atmosfera.

No entanto, nos cerca de quatro mil lixões espalhados pelo País, os gases gerados são liberados no meio ambiente, aumentando a poluição e reduzindo a qualidade de vida das populações.

Os municípios selecionados foram: Curitiba, Londrina e Maringá, do Paraná; Gravataí, Porto Alegre e Passo Fundo, do Rio Grande do Sul; Florianópolis, de Santa Catarina; Goiânia, Goiás; Distrito Federal; Campo Grande, Mato Grosso; Belo Horizonte, Minas Gerais; Americana, Santos, Guarulhos e Santo André, de São Paulo; Duque de Caxias, São Gonçalo, Mesquita, Niterói e Nova Iguaçu, do Rio de Janeiro; Recife e Olinda, de Pernambuco; Camaçari e Lauro de Freitas, da Bahia; Fortaleza e Caucaia, Ceará; Maceió, Alagoas; São Luís, Maranhão; Manaus, Amazonas; e Belém, Pará.

Fonte: MMA

  
  

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