Viaje quase de graça com Milhas Aéreas

Notícias > Ambiente > Educação e conscientização ambiental > 

Manaus -AM implanta projeto de educação ambiental itinerante

Biodiversidade, ecossistema, efeito estufa, dióxido de carbono, lençóis freáticos. As palavras difíceis citadas pela professora em sala de aula, aos poucos vão alcançando significado para os alunos que estão visitando o Parque Municipal do Mindu. Com

29 de Setembro de 2003.
Publicado por Equipe EcoViagem  

Biodiversidade, ecossistema, efeito estufa, dióxido de carbono, lençóis freáticos. As palavras difíceis citadas pela professora em sala de aula, aos poucos vão alcançando significado para os alunos que estão visitando o Parque Municipal do Mindu.

Com alguns minutos de passeio pelo local, os termos complicados deixam de soar estranhos e passam a ganhar cores, cheiros e sons, no universo infantil do grupo de cerca de 20 alunos da Escola Municipal Ebenézer.

A visita faz parte da Escola Itinerante de Meio Ambiente, projeto pioneiro de educação ambiental desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Manaus, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Sedema). O objetivo do projeto é conscientizar e sensibilizar a população em relação às questões ambientais.

`Nós queremos que as pessoas passem da condição de espectadores, para agentes ativos na preservação do meio ambiente`, diz Adelacy Gomes Lima, 34, chefe da Divisão de Educação Ambiental da Sedema.

O projeto possui dois ônibus climatizados que realizam roteiros temáticos nas unidades de conservação do Município e nos diferentes ambientes da área urbana de Manaus, como o Jardim Botânico de Manaus Adolpho Ducke, Aterro Municipal, Horto Municipal, igarapés, Águas do Amazonas e áreas de risco.

As viagens são monitoradas por educadores ambientais que desenvolvem atividades relacionadas com os temas referentes a cada roteiro.Mais de 23 mil pessoas já participaram das visitas promovidas pela Escola Itinerante, desde sua criação, em julho de 2001. Apesar de estar aberto para pessoas de qualquer idade, o projeto volta suas atenções para o público infanto-juvenil.

`A criança e o adolescente são mais receptivos à educação ambiental. Se conseguirmos conscientizá-los, o futuro das próximas gerações terá algumas garantias de melhores condições de vida`, avalia o secretário da Sedema, Antonio Carlos Marques Souza.

Ele completa afirmando ainda que a melhor maneira de se trabalhar educação ambiental é tirar o aluno de sala e transformar as aulas conceituais em práticas, permitindo assim, um contato direto com a natureza.

Os alunos da Escola Ebenézer parecem concordar. Vindas da comunidade rural Ebenézer, localizada no entorno da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé (cerca de 25 km do centro de Manaus), as crianças estavam animadas com a visita, já que elas não vêm freqüentemente à Cidade.

A maioria nunca tinha visitado o Parque do Mindu e, para elas o roteiro foi repleto de descobertas.Boas-vindas Logo na entrada, uma cutia atravessa o caminho que dá acesso às trilhas do Parque. Ela parece dar boas vindas às crianças. Logo, o animal vira pretexto para que o tema biodiversidade seja abordado durante o roteiro.

`Procuramos usar uma linguagem toda especial com as crianças, principalmente por trabalharmos com temas ambientais. Alguns conceitos são difíceis de serem traduzidos, mas tentamos adequar as palavras e mostrar na prática o que os alunos aprendem em sala de aula`, explica o educador ambiental Reginaldo Ferreira da Silva, 34.

Ele diz ainda que apesar de complexos para a idade do grupo, os termos devem ser abordados para que as crianças comecem a se familiarizar com as questões que envolvem o planeta.

Segundo Adelacy Gomes, é importante também que a criança descubra por si só os problemas do meio em que vive e trabalhe em conjunto para buscar as soluções. Keyla Calixto da Encarnação, 11 anos, aprendeu a lição direitinho. Ao ser questionada pelos educadores sobre os principais problemas da comunidade, ela aponta a extração de madeira como a principal.

`Nossos pais trabalham cortando madeira porque lá é a única maneira deles ganharem dinheiro, mas a gente sabe que isso é errado`, aponta Keyla.

Já Eliane Camila Bastos, também 11 anos, apontou a poluição do rio Negro como um futuro problema. O que mais chamou a atenção da menina foi a poluição do Igarapé do Mindu, que passa por dentro do Parque.

As águas barrentas e a espuma branca formada pelo acúmulo de sujeira, nem de longe lembram a água transparente que brota no bairro Cidade de Deus, onde está localizada a principal nascente do curso d´água.

`Agora eu entendo porque sempre a professora fala para cuidarmos dos nossos rios. E se um dia o rio Negro ficar sujo assim?`, questiona a menina.

Preocupação semelhante fez com que alunos e professores da Escola Municipal Marechal Cândido Rondon desenvolvessem o projeto Resgatando o Tarumã para conscientizar os moradores do Tarumã sobre a importância do igarapé no ecossistema da região.

Segundo a diretora da escola, Léa Pas Cunha, o trabalho realizado na comunidade gerou resultados positivos, principalmente entre os pais dos alunos.

`O contato com a Escola Itinerante foi muito importante, pois antes nós tínhamos dificuldades para conseguir apoio técnico para nossas atividades ambientais`, avalia a diretora.

Ela ressalta ainda que o trabalho de educação ambiental no Tarumã é fundamental, pois a área registra índices altíssimos de ocorrência de malária.

`Nós estamos num viveiro de malária`,afirma Lea Pas.O grande número de casos de malária tem relação direta com os desmatamentos ocorridos no Tarumã nos últimos anos.

Antes, os mosquitos vetores da doença, alimentavam-se dos animais que viviam nas copas das árvores. Com a derrubada da mata original, o inseto fica sem alimento e tende a picar a população que mora próximo às zonas desmatadas.

Parceria

O assunto Meio Ambiente foi adotado como tema transversal dos Parâmetros Curriculares Nacionais em 1997. Dois anos depois, foi promulgada a lei que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental, nunca implementada desde então.

O primeiro passo só foi dado este ano, quando a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o ministro da Educação, Cristovam Buarque, participaram da instalação do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental.

As atribuições do Órgão são a definição de diretrizes para implementação em âmbito nacional; e articulação, coordenação e supervisão de projetos na área de educação ambiental. Na ocasião, o ministro afirmou que seu Ministério irá expandir o ensino de educação ambiental nas escolas, que hoje só atinge o ensino fundamental.

Em Manaus, a Semed tem parceria com a Sedema, no desenvolvimento da educação ambiental. Enquanto a primeira é responsável pela educação formal, a segunda fica com a parte informal, por meio da Escola Itinerante e do projeto Gestão Ambiental Comunitária com a realização de oficinas de pintura, reciclagem e técnicas de plantio e de compostagem, dentre outras atividades.

Fonte: Estaçâo Vida

Compartilhar nas Redes Sociais

Comentários

maria aauxiliadora aires de souza

 postado: 1/9/2008 13:05:07editar

Eu, estou fazendo um trabalho de CONCLUSÃO DE CURSO, sobre á POLUIÇÂO DOS RIOS E IGARAPÉS EM MANAUS, eu acho que não adianta alimpar os igarapés, se as próprias pessoas que viviem proximo as margens, são os primeiros á sujarem os mesmos, precissamos aranjar uma jeito de concentizar as pessoas, rigorosamente, com cartilha, aula, ou ao mesmo tempo convocanda-as para um multirão de limpeza principalmente as pessoas que gostam de suja para as pessoas da Prefeitura alimpar, não acho certo.

 

Alexandre Oliveira

 postado: 6/10/2008 15:44:22editar

Olá...gostei muito da matéria educação ambiental itinerante. Também compartilho desse desafio pois sou desenvolvo projetos de educação ambiental com a peça teatral "Sucateatrando", aqui na minha cidade Sorocaba e região. Atualmente estou pesquisando projetos e empresas que queiram patrocinar essa peça teatral/musical para viajarmos pelo Brasil apresentando este espetáculo com nossos personagens feitos de sucata pós-consumo. Parabéns e abraço a todos.

Alexandre Oliveira
biólogo/arte-educador

 

beatriz paez

 postado: 3/11/2008 21:43:18editar

bom; acho que isso é uma ótima iniciativa para recuperar nossa cidade de volta!!!!!!!!!!

 

Rosyane

 postado: 22/11/2008 17:17:51editar

Acho ótimo,pois projetos como este incetivam o respeito ao meio ambiente

 

Diego nunes/ estudante de biologia

 postado: 22/2/2009 21:30:50editar

ESPERO QUE MAIS INICIATIVAS COMO ESTA ACONTEÇA POR TODOS OS LUGARES.

 

shanylia

 postado: 24/4/2009 11:43:54editar

Olá, eu sou estudante de Biologia, pretendo me formar em biologia ambiental e poder trabalhar em MANAUS, achei muito interessante o projeto e espero que essa seja uma iniciativa para mais protejos...os colaboradores e participantes estão de parabéns pelo projeto. Mai também tem que haver participação da população para melhorias.

 

João Gomes Valente

 postado: 17/2/2010 21:28:41editar

Demorou...Não basta só implantar tem que trabalhar em cima da educação e concientização da população. Se não esse belo projeto irá se perder pelo caminho.

 

Yara Samanta S. Rocha

 postado: 21/3/2010 10:03:20editar

Esse projeto é muito bom, mostrando para população, a importancia de preservar o meio ambiente. Sou estudante de Geografia e o meu projeto será voltado para a concientização do meio ambiente. Manaus-Am

 

magalhi m bruno

 postado: 29/4/2010 16:33:15editar

Eu amo projeto voltado para concientização do meio anbiente mais tem que punir as pessoas que jogam lixos nos rios.

 

 

Veja também

A Faculdade Senac de Educação Ambiental realizará o Workshop `Reforma Tributária Sustentável`Governo inicia implementação da Política Nacional de Educação Ambiental

 

editar    editar    editar    2.512 visitas    9 comentários