WWF lança guia para investimento agrícola responsável

Os 'Critérios para 2050' tratam de dez setores de commodities mundiais que estão em alta demanda, mas que também geram alguns dos impactos mais sérios do mundo sobre a biodiversidade, a água e o clima

  
  
O relatório oferece critérios para a identificação de práticas responsáveis, contribuindo para mitigar as principais fontes de risco ambiental e social para aqueles que investem nesses setores

O relatório Os Critérios para 2050: Guia para o Investimento Responsável em Commodities Agropecuárias, Florestais e da Pesca (The 2050 Criteria: Guide to Responsible Investment in Agricultural, Forest, and Seafood Commodities) chega em meio à intensificação do interesse e da polêmica mundiais em torno do financiamento das commodities alimentares e agropecuárias.

Nesse sentido, Critérios para 2050 é um guia de campo para grandes investidores, principalmente bancos, com o intuito de ajudar a decifrar essa complexidade e identificar empresas e projetos responsáveis nos setores da agropecuária, silvicultura e pesca.

Os Critérios para 2050 tratam de dez setores de commodities mundiais que estão em alta demanda, mas que também geram alguns dos impactos mais sérios do mundo sobre a biodiversidade, a água e o clima. Os seguintes segmentos são abordados: aquicultura; pecuária; algodão; laticínios; óleo de palma; soja; açúcar; madeira, celulose e papel; pesca selvagem; e bioenergia.

O relatório oferece critérios para a identificação de práticas responsáveis, contribuindo para mitigar as principais fontes de risco ambiental e social para aqueles que investem nesses setores. O trabalho “faz uma ponte entre a ciência ambiental e as práticas e políticas de sustentabilidade das empresas de destaque de cada setor, o que resulta em recomendações confiáveis e práticas”.

“A segurança alimentar é o desafio do século XXI. Com toda certeza, precisamos de mais investimentos na agricultura, e não de menos”, afirma Joshua Levin, do WWF.

“Ainda assim, ao mesmo tempo em que as metas de distribuição dos investimentos estão subindo, os investidores estão despertando para um emaranhado de riscos graves, sistêmicos e de reputação. Há uma clara necessidade de se desfazer parte dessa complexidade e oferecer orientação clara e confiável para a identificação de grandes atores responsáveis", disse.

“Restrições territoriais, energéticas, hídricas e meteorológicas estão exercendo uma pressão inédita sobre a capacidade da humanidade de acessar bens básicos, como alimentos, combustíveis e fibras. Esses choques já estão trazendo graves desafios para a indústria, os investidores e a sociedade. Mesmo assim, a humanidade precisa produzir mais alimentos nas próximas quatro décadas do que produziu nos últimos 8.000 anos de agricultura em termos totais. Não há escolha a não ser fazer isso de forma sustentável”, ressaltou Levin.

A adoção das orientações do relatório permitirá:
- Gerenciar riscos comerciais e de reputação fundamentais;
- Reduzir os custos de transação e simplificar a tomada de decisões por meio do alinhamento dos critérios de investimento às práticas predominantes do mercado;
- Contribuir para a melhoria dos retornos ajustados aos riscos;
- Definir condutas responsáveis para esses setores de alto impacto.

As diretrizes foram lançado no congresso Global AgInvesting, em Cingapura, na Ásia. O evento reuniu centenas de distribuidores, gestores de fundos e executivos setoriais para discutir a ascensão das classes de ativos da agricultura e temas correlatos.

Fonte: WWF-Brasil

  
  

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