Embrapa afirma que é possível dobrar a produção de grãos sem prejudicar o cerrad

Alex Rodrigues Repórter da Agência Brasil José Cruz/ABr Brasília - Apresentação da Embrapa Cerrados (unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) destaca o uso econômico desse bioma

  
  

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

José Cruz/ABr
Brasília - Apresentação da Embrapa Cerrados (unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) destaca o uso econômico desse bioma. Pesquisa da Embrapa concluiu que 61% do cerrado mantém vegetação nativa e que a área cultivada pode dobrar aproveitando pastagens degradadas Brasília - Pesquisadores da Embrapa Cerrados (unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) afirmam que é possível conciliar a preservação do bioma com a produção agropecuária, dobrando a produção de grãos do cerrado sem avançar sobre novas áreas. Estudo da instituição concluiu que 61% do cerrado mantém vegetação nativa.

Financiado pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Banco Mundial e divulgado na última quinta-feira (15), o projeto Mapeamento de Remanescentes de Cobertura Vegetal Natural do Cerrado aponta um potencial enorme a se explorado nas áreas hoje destinadas ao pastio.

Pelos dados da Embrapa, 139 milhões dos 207 milhões de hectares de cerrado espalhados por dez estados e pelo Distrito Federal apresentem condições favoráveis para o plantio ou para a pecuária, apenas 78,5 milhões têm sido utilizadas: 61 milhões como pastagens e 17,5 milhões para o cultivo de alimentos.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Roberto Teixeira Alves, cerca de 14 milhões de hectares se destinam ao plantio de culturas anuais, a exemplo da soja, do milho e do feijão. Outros 3,5 milhões de hectares servem para a produção das chamadas culturas perenes (café, seringueira, eucalipto, frutas etc.).

De acordo com Alves, aproximadamente 60% dos 61 milhões de hectares de pastos estão ou em processo de degradação ou degradados e precisam de recuperação. “A melhor forma de recuperá-los é ocupar parte da área com agricultura”, diz, em entrevista à Agência Brasil. “Isso é economicamente viável, já que possibilita que a terra esgotada gere renda por meio de outra atividade e, em médio prazo, possibilita a melhoria do solo, permitindo que o terreno volte a ser utilizado como um pasto de melhor qualidade, capaz de proporcionar maior produção de leite e carne.”

Alves calcula que o rodízio entre pastagem e lavoura permitiria a adição de pelo menos 15 milhões de hectares aos 14 milhões hoje destinados às culturas anuais.
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