Embrapa apresentou alternativas tecnológicas contra a fome e a miséria

Um passeio pelo passado, presente e futuro da pesquisa agropecuária brasileira que tem contribuído para aumentar a produção e a oferta de alimentos, resultando no combate à fome e na geração de empregos. Esse foi o cenário do estande da Embrapa no Expo

  
  

Um passeio pelo passado, presente e futuro da pesquisa agropecuária brasileira que tem contribuído para aumentar a produção e a oferta de alimentos, resultando no combate à fome e na geração de empregos.

Esse foi o cenário do estande da Embrapa no Expo Fome Zero 2004-Brasil Socialmente Responsável,evento que aconteceu dos dias 10 a 13 de fevereiro no Expo Center Norte, em São Paulo (SP).

Os produtos e tecnologias foram apresentados por meio de painéis, folders e exposição ao vivo. Os visitantes também puderam ouvir o programa de rádio Prosa Rural, lançado pela Embrapa no final do ano passado para levar informações técnicas a pequenos agricultores familiares.

Além disso, houve degustação de produtos,como beijo de côco; biscoito de soja e de milho; cocada de banana; produtos à base de leite de cabra; grãos de soja fritos; yogurte de cajá, graviola e sapoti;mel de abelhas; minicenouras; pão com fécula de mandioca; suco de acerola; etc.

Entre as ações que vêm contribuindo para melhorar os níveis nutricionais da população e melhorar a vida do homem no campo, destacam-se: as cultivares de milho com mais proteína e resistente à seca e de feijão caupi mais produtivo,mais resistente à seca e às doenças e mais nutritivo para a população; as hortaliças mais vitaminadas e presentes o ano inteiro, como a Cenoura Alvorada; minitanque para resfriamento e armazenamento de leite na propriedade familiar; os saudáveis e ecológicos Frango e Poedeira Colonial; além da mandioca, banana, cabras e bodes mais produtivos resistente às doenças.

No presente, pode-se citar a melhoria no aproveitamento das carnes suína, caprina e ovina, que têm menos índice de gordura; novas tecnologias de produção de mel, com sistemas produtivos dinâmicos e organizados; as minifábricas de caju, que ajudam têm ajudado os pequenos produtores nordestinos; e as cultivares de algodão colorido de alta qualidade e produtividade.

Para benefícios futuros, estuda-se alimentos mais nutritivos e que combatem doenças; plantas resistentes à seca, como a soja, o milho, o feijão e algumas frutas; os segredos da biodiversidade brasileira, aqüicultura na
Amazônia; óleo diesel vegetal a ser fabricado pelo pequeno produtor; e tecnologia para melhor conservar sucos e geléias.

A Expo Fome Zero teve como objetivo principal ampliar o entendimento e a visibilidade do Programa Fome Zero, além de apresentar e integrar todos os esforços de instituições públicas e privadas para facilitar o exercício da responsabilidade social.

O apoio é do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, FIESP e do Instituto ETHOS de Responsabilidade Social.

Embrapa no Fome Zero: balanço e perspectivas

A atuação da Embrapa no primeiro ano do Programa Fome Zero foi marcada pelo início da execução da maioria dos projetos nas Unidades do Nordeste. Os projetos estão voltados, inicialmente, para o Semi-Árido nordestino.

`O nosso trabalho foi caracterizado mais por adaptação de tecnologia que por ações de pesquisa. Repassamos técnicas simples, de fácil execução, baixo uso de insumos e aproveitamento adequado dos recursos existentes`, resumiu o Assessor da Presidência da Embrapa para Assuntos de Segurança Alimentar e Combate à Fome, Laércio Nunes.

Outra marca dessa primeira fase do Fome Zero foi o investimento em capacitação (tanto dos empregados envolvidos no Programa como de multiplicadores externos e agricultores), o diálogo permanente com agricultores familiares em geral e com a comunidade organizada, além do estabelecimento de parceiras.

`Nossa preocupação é garantir a participação principal do agricultor, para garantir a melhoria da qualidade de vida local, com respeito à realidade sócio-cultural das comunidades e aliando saber científico e popular`,completou Minelvina Nascimento, coordenadora de relacionamento institucional da Superintendência de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Sede.

Este ano, serão iniciadas ações em:

- Assentamentos rurais: proposta de atuação com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, INCRA e diversos movimentos sociais está em processo. A idéia é potencializar recursos de regiões deprimidas, com a participação do agricultor assentado em todos os estágios da produção. Nessa primeira fase, estão sendo
priorizados assentamentos localizados na Amazônia, no Semi-Árido e no Sul;

- Periferias (peri)urbanas: A Embrapa está negociando assinatura de contrato com a Petrobras e a Transpetro para o desenvolvimento de atividades produtivas para autoconsumo e comercialização (cultivo de
hortaliças, plantas medicinais, floricultura e criação de pequenos animais) nas faixas de dutos. Até maio,serão implantadas 50 hortas no Rio de Janeiro, São Paulo e cidades do Nordeste, de um total de 400 em todo o Brasil.

- Comunidades indígenas: inicialmente os beneficiados serão os índios da reserva Krahô, no norte do Estado do Tocantins. Além da reintrodução de cultivos escassos ou ameaçados, serão também introduzidas novas
espécies, garantindo a oferta de alimentos até o final do ano.

Fonte: AssCom Social da Embrapa

  
  

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