Embrapa deve recuperar área de mata atlântica próxima a petroquímica

Gláucia Gomes Repórter da Agência Brasil Brasília - Integrar o meio ambiente a empreendimentos industriais é o objetivo do corredor ecológico que fará parte do Projeto do Complexo Petroquímico

  
  

Gláucia Gomes
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Integrar o meio ambiente a empreendimentos industriais é o objetivo do corredor ecológico que fará parte do Projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ). O complexo está em contrução no município de Itaboraí, na Baixada Fluminense, numa parceria entre Petrobras e Embrapa.

O chefe de Pesquisa da Embrapa Agrobiológica, Eduardo Campello, diz que a empresa irá detalhar uma proposta para o corredor ecológico, levantando uma série de informações como tipos de solo, identificando as diferentes formações vegetais, a hidrologia da área, questões climáticas e as espécies mais adaptadas às condições daquela região.

"O estudo irá definir o nível de degradação, de interferência que existe na área do complexo e os tipos de vegetação do passado para que esse corredor recupere o que havia originalmente”, conta o pesquisador. Segundo ele, a região foi degrada por agropecuária e pastagens. A vegetação nativa praticamente não existe mais. Houve perda de fertilidade e de sólidos.

O corredor ecológico do complexo petroquímico está localizado no bioma da mata atlântica. Abrange áreas de mangue, dois rios (Caceribu e Macacu) que cortam a área do complexo, mata ciliar e áreas que sofrem problemas de inundação.

A elaboração do projeto do corredor deve levar cerca de cinco meses. A Petrobras deverá aprovar execução do projeto ambiental e a Embrapa irá acompanhar a implantação, monitorando os efeitos positivos que os corredores terão sobre o ambiente, seja atraindo fauna, seja melhorando a qualidade da água e recuperando o solo.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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