Embrapa Florestas promove seminário para discutir pragas e doenças florestais

De 29 a 31 deste mês a Embrapa Florestas, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vai realizar dois encontros, em Curitiba, para debater a Armilariose e Cinara sp

  
  

De 29 a 31 deste mês a Embrapa Florestas, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vai realizar dois encontros, em Curitiba, para debater a Armilariose e Cinara spp. em pinus.

Os eventos vão apresentar os estudos que vêm sedo realizados, explicar o avanço das doenças e a importância do controle, além das formas de tratamento e prevenção até agora estudados.

A armilariose e o pulgão-gigante-do-pinus são, respectivamente, uma doença e uma praga que atacam árvores da região Sul e Sudeste do Brasil. Devido ao crescimento do cultivo de espécies florestais para fins econômicos, aumentou também a preocupação com este tipo de problema.

A Embrapa Florestas, junto a diversos parceiros, têm desenvolvido pesquisas para estudar, monitorar e controlar os agentes causadores.

Os problemas causados pela armilariose e pelo pulgão-gigante-do-pínus provocam a perda de crescimento e prejudicam a qualidade da madeira produzida.

O pulgão-gigante-do-pinus é um inseto de origem norte-americana que suga a seiva da árvore, prejudicando seu desenvolvimento. A morte da gema apical, com a conseqüente superbrotação, e a deformação do caule são alguns dos danos causados. Além disto, o pínus ainda pode perder de 15 % a 28% em altura e de 13% a17% em diâmetro.

A morte da planta só ocorre quando há uma associação com fatores climáticos ou pelo cultivo inadequado (fatores primários) , que causam um estresse na planta e o pulgão (agente secundário) dá o golpe final ao se alimentar continuamente nestas plantas estressadas. .

`O pulgão só aparece no final e dá o último baque`, comenta Edson Tadeu Iede, um dos pesquisadores da Embrapa Florestas responsável pelas pesquisas.

Por se tratar de uma praga exótica, o controle biológico utilizando outros insetos que combatem a praga é o método mais indicado para evitar os danos.

Pesquisas estão sendo realizadas apenas há um ano e meio e já apontam um parasitóide coletado nos Estados Unidos como um agente promissor no controle da praga. Por ainda estar em fase de teste, o método ainda tem um
alto custo para o produtor, mas já vislumbra resultados satisfatórios.

Este trabalho está sendo realizado em parceria com Universidade Federal do Paraná, EPAGRI-SC e a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, além contar com um aporte financeiro importante do setor florestal privado, por intermédio do FUNCEMA (Fundo Nacional de Controle a Vespa-da-madeira/ Projeto Pulgão).

A armilariose é a mais comum podridão de raízes no mundo. Ela é causada por um fungo de solo que contamina espécies florestais ou frutíferas pelo contato entre as raízes e pela transmissão de esporos de cogumelos através do vento, insetos, pássaros, entre outros.

A literatura nacional apresenta poucas informações sobre a ocorrência da podridão de raízes por Armillaria. No Brasil, a doença foi constatada em espécies de Pinus, Araucaria e Eucalyptus, nos estados da região Sul e Sudeste.

Os primeiros registros sobre armilariose são da década de sessenta. No entanto, somente agora, com a exploração econômica dos plantios florestais, é que surgiu uma maior preocupação em proteger os cultivos.

Os sintomas da doença iniciam com o amarelecimento geral da copa, seguido do murchamento e seca, até a morte da planta.

Os tratamentos ainda estão em estudo, mas métodos preventivos podem ser utilizados. Antes de iniciar o plantio florestal é recomendado que seja feito uma limpeza da área retirando restos de troncos e raízes. Desta forma evita que qualquer resquício do fungo permaneça na área contaminando o novo cultivo.

Levantamentos iniciais sobre a incidência da doença revelaram que o número total de árvores mortas em plantios jovens (de 1 a 7 anos de idade) pode chegar a 8,5 %.Avaliações da incidência em plantios com até 20 anos de idade apresentaram 20 % de árvores doentes, em média.

Considerando-se a importância econômica que o Pinus tem para o setor florestal brasileiro, notadamente na região Sul do Brasil, a falta de uma real avaliação dos prejuízos causados por esta doença indica a necessidade de um trabalho mais aprofundado sobre a armilariose e as possíveis medidas de controle.

Um projeto de pesquisa para estudar o problema da armilariose foi estabelecido em março/2001, pela Embrapa Florestas, com recursos iniciais do CNPq. As atividades de pesquisa são desenvolvidas no Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Florestas e em plantios comerciais de empresas florestais do estado do Paraná.

Apesar de terem agentes causadores diferentes, tanto a armilariose quanto o pulgão têm uma dispersão rápida. Os pulgões utilizam as correntes de ar e podem atravessar vários Estados em pouco tempo.

Evento:

Para falar sobre a Cinara spp. em pinus vão apresentar trabalhos Edson Tadeu Iede, Susete do Rocio e Wilson Reis Filho da Embrapa Florestas; a professora Sônia Lazzani e o professor Nilton de Souza, da UFPR; Carlos
Wilcken, da UNESP de Botucatu; e David Voegtlin, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Para o Seminário de Armilariose os palestrantes serão: Edson Tadeu Iede, Celso Garcia Auer, Honorino Roque Rodigheri e Yeda Maria Malheiros de Oliveira, pesquisadores da Embrapa Florestas, Rosa Maria Valdebenito-Sanhueza, da Embrapa Uva e Vinho, e M.Sc.
Nei Sebastião Braga Gomes, da UFPR.

Serviço:

Seminário sobre Armilariose.

Dia 29 de outubro de 2003.

Simpósio sobre Cinara spp. em Pinus.

Dias 30 e 31 de outubro de 2003.

Os dois encontros realizam-se no Mabu Curitiba Hotel - Praça Santos Andrade, 830, Curitiba, Paraná.

Fonte: Embrapa Florestas

  
  

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