Embrapa inagurou biofábrica em Primavera do Leste-MT

A Embrapa e a Fundação Centro Oeste, com o apoio da Prefeitura Municipal de Primavera do Leste (MT) e do FACUAL - Fundo de Apoio a Cultura do Algodão do Mato Grosso inauguraram na quinta-feira (08/5), uma biofábrica especializada na produção massal de ini

  
  

A Embrapa e a Fundação Centro Oeste, com o apoio da Prefeitura Municipal de Primavera do Leste (MT) e do FACUAL - Fundo de Apoio a Cultura do Algodão do Mato Grosso inauguraram na quinta-feira (08/5), uma biofábrica especializada na produção massal de inimigos naturais das principais pragas da cultura do algodão.

"Essa biofábrica destina-se inicialmente a produção do parasitóide Trichogramma, de grande eficiência no controle de lepidópteros, responsáveis pelas principais pragas do algodão. Estão sendo investidos R$200.000,00 nessa unidade piloto, com recursos do Facual, bem como foram implantadas unidades demonstrativas, para avaliação da eficiência desses parasitóides, no controle das lagartas que atacam a cultura do algodão nas condições do Mato Grosso", diz Eleusio Curvelo, chefe geral da Embrapa Algodão.

As perdas na produção decorrentes do ataque desse tipo de lagarta à cultura do algodão variam em intensidade de acordo com o nível de infestação atingido, podendo comprometer até 35 % da produção.

"A tecnologia de criação massal do parasitóide de ovos Trichogramma. utilizada pela Embrapa Algodão viabiliza a produção de um insumo biológico de alta qualidade. Este inimigo natural utilizado é uma vespinha diminuta, com menos de um milímetro de comprimento, que é capaz de parasitar ovos do curuquerê do algodoeiro, da lagarta da maçã, da lagarta rosada e da lagarta do cartucho do milho", explica a coordenadora do projeto e entomologista Cristina Schetino Bastos.A biofábrica vai adotar a metodologia utilizada pela Embrapa Algodão em Campina Grande (PB).

"As liberações do Trichogramma normalmente são feitas com o auxílio de um dispositivo de liberação utilizando-se 15 dispositivos por hectare e duas polegadas de ovos parasitados por dispositivo, num total de 30 polegadas de ovos parasitados por hectare", explica Raul Porfírio de Almeida outro entomologista da equipe da Embrapa.

Em grandes áreas pode-se optar pela liberação de adultos do parasitóide através de caminhamento pelas linhas de cultivo, liberando-se parte dos adultos a cada 25 passos, esse tipo de técnica é chamado de "liberação inundativa", sufocando o crescimento populacional das pragas que atacam o algodoeiro.

O algodoeiro herbáceo (Gossypium spp.) é uma cultura que possui alto custo de produção, girando hoje em cerca de US$ 1.000,00 por cada hectare implantado. O cultivo exige conhecimentos técnicos mínimos para o sucesso do empreendimento na cultura. Um dos componentes que mais onera o custo total de produção é o gasto com defensivos, responsável por até 37% dos custos totais.

O controle biológico de pragas, além de representar uma significativa redução nos custos com pesticidas, possui uma componente ecológica importante já que diminui a utilização de agrotóxicos e garante um maior equilíbrio do ecossistema do algodoeiro, uma vez que evita a destruição de outros insetos que atuam também como inimigos naturais de outros tipos de pragas.

Num primeiro estágio, a biofábrica do Mato Grosso deve testar e adaptar a tecnologia para a região do cerrado brasileiro que vem despontando no cenário nacional como o principal produtor da cultura no país.

O projeto conta ainda com a participação dos pesquisadores Luiz Gonzaga Chitarra e José Ednilson Miranda.A inauguração está prevista para começar a partir das 16 horas, em Primavera do Leste (MT). O endereço é Rua Dos Hangares, 285.

Fonte: Embrapa

  
  

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