Embrapa isola novas estirpes de bactérias para controle biológico de mosquitos

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 Unidades da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária mantém um Banco de Germoplasma de Agentes de Controle Biológico, onde estão depositadas bactérias, fungos e vírus que tem potencial

  
  

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 Unidades da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária mantém um Banco de Germoplasma de Agentes de Controle Biológico, onde estão depositadas bactérias, fungos e vírus que tem potencial para efetuar o controle biológico de pragas da agricultura e de mosquitos vetores de doenças tropicais.

No caso do controle de mosquitos, alguns isolados de bactérias desse Banco de Germoplasma já foram repassadas para uma indústria situada em Brasília (DF), que iniciará, dentro em breve, a produção, no Brasil, de bioinseticidas para o controle de mosquitos.

As pesquisas de isolamento e avaliação de novos isolados continuam, em um projeto financiado pela FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos, agência de fomento do Ministério da Ciência e Tecnologia, com o objetivo de encontrar bactérias com maior atividade contra as larvas dos mosquitos ou que possuam outras características de interesse para a produção dos bioinseticidas.

Recentemente, dois Boletins de Pesquisa e Desenvolvimento foram lançados pela equipe liderada pela Dra. Rose Monnerat da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia com os resultados dos trabalhos de seleção de novos isolados de agentes de controle biológico.

No Boletim denominado “Prospecção de estirpes de Bacillus thuringiensisefetivas contra mosquitos”, foi realizado um amplo estudo de 210 isolados brasileiros de Bt, tendo-se realizado bioensaios contra larvas do mosquito urbano (Culex quinquefasciatus) e do mosquito da dengue (Aedes aegypti). Entre os isolados avaliados, quatro mostraram-se tóxicos contra A. aegypti e dois contra os dois mosquitos.

Embora os isolados bacterianos sejam letais contra larvas de mosquitos, eles não foram mais tóxicos do que o isolado denominado Bacillus thuringiensis israelensis (Bti) IPS 82 que é, atualmente, utilizado em alguns produtos comerciais fabricados em outros países.

Uma característica interessante dos isolados brasileiros é que a composição das toxinas que matam os mosquitos é diferente da do isolado IPS 82, fazendo com que esses isolados surjam como alternativas para a produção de novos bioinseticidas, caso os atuais venham a causar resistência nas populações de mosquitos.

No outro Boletim, denominado “Prospecção de estirpes de Bacillus sphaericus tóxicos contra Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus”, 246 isolados dessas bactérias provenientes de diferentes regiões brasileiras, foram avaliados. Dentre todas elas, 69 apresentaram toxicidade apenas contra C. quinquefasciatus e 18 contra as duas espécies de mosquitos.

A sequência das pesquisas permitiu selecionar dois isolados com atividade dupla que se mostram promissores para a produção de bioinseticidas brasileiros.

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, pode disponibilizar a utilização das estirpes selecionadas mediante a assinatura de contratos com empresas interessadas.

Os Boletins de Pesquisa e Desenvolvimento encontram-se disponíveis na internet ou podem ser solicitados por email. A distribuição é gratuita.

Fonte: Embrapa

  
  

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