Embrapa terá mais recurso para pesquisa no Brasil

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Instituto Agronômico de Ultramar (IAO) do Ministério das Relações Exteriores da Itália, e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) aprovaram novos projetos apresentados pe

  
  

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Instituto Agronômico de Ultramar (IAO) do Ministério das Relações Exteriores da Itália, e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) aprovaram novos projetos apresentados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para garantir mais recursos para as atividades de pesquisa e desenvolvimento no Brasil.

Dois dos projetos aprovados pela Finep estão voltados à sanidade animal, especificamente à prevenção da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o `mal da vaca louca`, e da influenza aviária. Mesmo sem haver registro no Brasil, as doenças preocupam o mundo e podem ameaçar o agronegócio.

`Estamos nos antecipando para evitar esses problemas aqui`, diz o diretor-presidente Clayton Campanhola. Serão destinados R$ 3 milhões aos projetos - R$ 1,5 milhão para cada um.

Os projetos terão a duração de três anos e serão conduzidos em um arranjo de parcerias multidisciplinares e interinstitucionais, envolvendo as unidades da Embrapa Gado de Corte, Gado de Leite, Suínos e Aves, Caprinos, Pecuária Sul, Pecuária Sudeste, Recursos Genéticos e Biotecnologia, além da Universidade Federal de Santa Maria (RS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A idéia é formar uma rede de pesquisadores capaz de subsidiar planos para evitar perdas no setor de exportação de carne bovina. O setor deu ao Brasil, em 2003, a primeira colocação no ranking mundial.

A diretora Mariza Luz Barbosa, coordenadora do processo de articulação das equipes e parcerias, afirma que `as diferentes unidades da Embrapa podem fazer muito para evitar ou antecipar as ameaças e aproveitar as oportunidades oferecidas ao agronegócio brasileiro`.

Ferrugem da soja - A Finep também aprovou um terceiro projeto orçado em R$ 1,5 milhão destinado ao combate à ferrugem da soja no Brasil. A ferrugem da soja provocou perdas de cerca de 4,5 milhões de toneladas na safra 2003/2004, segundo dados da Embrapa Soja. Associados a essas perdas, o que deixou de ser colhido e os gastos com controle químico somaram US$ 2 bilhões.

Antes da safra, foi detectado o surgimento de uma nova raça do fungo P.pachyrhizi, causador da ferrugem, o que provocou quebra de fontes de resistência. Isso inviabilizou o desenvolvimento de cultivares resistentes à ferrugem. Outro problema foi a presença contínua desse fungo na entressafra em lavouras de inverno nos Cerrados.

Lavoura-Pecuária :

O quarto projeto aprovado pela Finep, também com um orçamento de R$ 1,5 milhão, auxiliará as ações de transferência de tecnologia voltadas à integração entre lavouras e pecuária na região de Cerrado. A exploração conjunta de ambas as atividades é encarada como uma das melhores formas para aumentar a competitividade do setor, além de diminuir impactos negativos ao meio ambiente.

No Brasil, as atividades são normalmente executadas separadamente, com pouca sincronia. Diante dessa realidade, a integração entre lavoura e pecuária tem sido uma alternativa promissora, já que traz vantagens econômicas, sociais e ambientais, possibilitando a oferta de forragem para o período seco do ano e de palhada para o sistema de plantio direto.

Fonte: Min.Agricultura Pecuária Abastecimento

  
  

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