Empresa nacional introduz no Brasil minério que elimina metais pesados

O Brasil deve importar este ano 100 toneladas de zeolitas para atender a demanda de empresas e entidades de governo preocupadas com a descontaminação de lodos de dragagem, limpeza de rios e remoção de descontaminantes em águas de reuso industrial. A i

  
  

O Brasil deve importar este ano 100 toneladas de zeolitas para atender a demanda de empresas e entidades de governo preocupadas com a descontaminação de lodos de dragagem, limpeza de rios e remoção de descontaminantes em águas de reuso industrial.

A informação é da GaMa, empresa de sucesso consolidado na produção de soja e orgânicos que, nas relações comerciais com Cuba, resolveu diversificar suas atividades e trazer o minério, sem nenhum similar concorrente no mercado brasileiro.

Cuba é o país que oferece melhores condições de preço e qualidade em relação aos demais fornecedores da zeolita natural como os Estados Unidos, Itália, Rússia e Japão.
O diferencial do minério está no alto grau de adsorção e nas várias possibilidades de aplicação.

Segundo Leonardo Nasser Gardemann, diretor da GaMa, a aplicação da zeolitas na descontaminação de solos e líquidos garante eficiência, simplicidade e economia. Com o uso de minerais é possível a reclassificação de resíduos no atendimento da norma ABNT 10.004.

Em chorumes de aterros, por exemplo, ele remove mercúrio, chumbo, cromo, zinco, níquel, cádmio e outros metais pesados, permitindo o descarte desse efluente em condições compatíveis com as exigências ambientais.

A zeolita natural propicia a fixação permanente por encapsulamento de perigosos compostos poluentes como os hidrocarbonetos, organoclorados e a maior parte dos compostos que causam maus odores.

A GaMa conta com uma empresa parceira no projeto de comercialização do minério, a Alphageos Tecnologia Aplicada, responsável pelo fornecimento das zeolitas naturais e da tecnologia para sua utilização.

O geólogo Luiz Saragiotto, consultor da área ambiental da empresa afirma que pelo alto grau de adsorção as zeolitas naturais podem ser uma ferramenta significativa no importante projeto de despoluição dos rios Tietê e Pinheiros.

Produto pode ajudar na despoluição do Tietê e Pinheiros:

No caso da despoluição do Rio Pinheiros e, futuramente, do Rio Tietê, em São Paulo, após o processo de limpeza da água é extraído um lodo que contém compostos orgânicos que exalam maus odores, além de metais e compostos químicos considerados perigosos.

“A utilização das zeolitas naturais no tratamento desse lodo reduz ou mesmo elimina suas características poluidoras”, afirma Saragiotto.

As zeolitas são utilizadas também em conjunto com outros processos de remediação de solos e descontaminação de efluentes, como os que utilizam bactérias, de carvões ativados, membranas, etc.

Atualmente as principais aplicações são realizadas por empresas especializadas no tratamento de águas e efluentes, como a paulista Tecitec e a Controlmaster em Belo Horizonte. Elas atendem seus clientes em processos de filtragem de águas e remoção de contaminantes em efluentes industriais.

Também são acompanhados os projetos de dragagem de lodos contaminados e de limpeza de rios poluídos, com realização de ensaios de laboratório e testes piloto demonstrando a eficácia dos processos de descontaminação com utilização de minerais.

A importação das zeolitas é feita dentro das normas brasileiras e internacionais que regem o comércio internacional. O diretor da GaMa destaca que esse minério é importado e utilizado sem sofrer transformações por processos químicos de tratamento e, portanto, não requer condições especiais de transporte e manuseio.

Zeolitas naturais: ficha técnica e outras aplicações
As zeolitas naturais constituem uma larga classificação de minerais que abrangem mais de 40 espécies individuais.

Os tipos mais abundantes são a clinoptilolita e mordenita. O minério é geralmente formado por alteração da cinza vulcânica rica em sílica. O alto grau de adsorção do minério provém do diâmetro dos canais que o minério forma, numa estrutura que compõe um sistema de infinitos canais interconectados que diferencia cada espécie de zeolita natural e dá relevância para suas propriedades únicas.

A composição química é formado por alumonisilicatos hidratados composto de oxigênio, hidrogênio, alumínio e sílica, dispostos em uma estrutura de “favo de mel”, formando microporosidades.

De acordo com as suas características, existem várias aplicações do minério, as mais comuns: agricultura, culturas hidropônicas, tratamento de gás e água e outros usos.

Na aplicação animal por exemplo, o minério é utilizado na criação de animais domésticos e em todos tipos de criação comercial atuando com eficácia no controle do excesso de umidade, adsorvendo cheiros ruins indesejáveis e funcionando como um antiparasita.

Pesquisas indicam que o minério reduz a taxa de mortalidade dos animais e diminui gastos com mão-de-obra, melhora a digestão das aves e a aparência das penas e pelos reduzindo e prevenindo doenças no intestino, retira do ambiente os odores ruins indesejáveis e diminui a diarréa dos animais.

Depois de usado, o minério pode ser utilizado como fertilizante para melhorar solos ou plantas. As zeolitas naturais podem executar as seguintes funções que dão lugar a uma infinidade de usos finais:

Intercâmbio iônico - É a habilidade para trocar cátions próprios por outro cátions em uma base com determinada seletividade, selecionadas pelo diâmetro dos íons dos canais.

Adsorção / liberação de água - É a capacidade de absorver, liberar água reversivelmente sem qualquer mudança química ou física na estrutura zeolítica.

Adsorção de gás - É a habilidade seletiva de adsorção de moléculas de gás específicas sem qualquer efeito na própria estrutura zeolítica.

Fonte: Galeria de Comunicações

  
  

Publicado por em

Alfonao F Kleinmayer Fh

Alfonao F Kleinmayer Fh

05/11/2008 15:17:18
É cada vez mais urgente e importante que nos preocupemos com produtos para descontaminação que sejam naturais, essa é uma bela opção, em conjunto com carvão ativado tem se mostrado muito eficiente na recuperação de águas.