Encontro Brasileiro de Responsabilidade Socioambiental

Empresas de todo o país, modelos de experiências em responsabilidade socioambiental, estão reunidas na capital catarinense desde 15 de agosto, debatendo os resultados práticos de suas ações sociais e ambientais.

  
  

Empresas de todo o país, modelos de experiências em responsabilidade socioambiental, estão reunidas na capital catarinense desde 15 de agosto, debatendo os resultados práticos de suas ações sociais e ambientais. Este é o objetivo do Encontro Brasileiro de Responsabilidade Socioambental, promovido pela Geração Responsável, uma iniciativa da Realiza Eventos, da RBO Soluções Empresariais e do Centro de Referências em Cidadania, Ética e Responsabilidade (CRESCER) - disseminar conceitos e práticas de Responsabilidade Socioambiental Empresarial (RSE) visando a sustentabilidade das organizações e da sociedade como um todo.

Nos dois primeiros dias do encontro, o principal foco das apresentações foram a conceituação teórica precisa do termo “Sustentabilidade” e da tentativa de superar a empolgação presente que faz com que o tema seja encarado por muitos como “Moda”.

A definição mais esclarecedora do que seja sustentabilidade partiu da Professora Doutora Rosa Maria Fischer (CEATS/USP), que fazendo uma analogia, imaginou o planeta Terra como sendo o navio Titanic, onde 2/3 dos ocupantes são degradados e 1/3 ocupam a alta classe, e que na direção para onde o navio “Terra” está indo, inevitavelmente irá colidir com o iceberg que está a sua frente, que todos sabem que existe, mas ninguém ainda teve a coragem de assumir o controle do leme para alterar sua rota de colisão. Neste rumo, disse: “- O risco é o mesmo para todos!”.

Quanto ao tema ser considerado da moda, o receio é a “maquiagem” de ações, com a simples intenção de promover marcas e produtos, criando um efeito contrário que pode desencorajar as populações no engajamento necessário e urgente para a criação e uso de novos modelos de produção e consumo conscientes, que se tornem capazes de não só frear, mas reverter o esgotamento dos recursos naturais, que hoje consome 25% a mais do que a Terra é capaz de produzir.

Uma explanação marcante foi proferida por Aron Belinky (Gerente de Projetos Especiais do Instituto Akatu), que apresentou estudos que indicam a evolução da consciência do consumo no Brasil, afirmando que consumo consciente não é o não consumir, e sim o consumir diferente – escolhendo o que gera menos impacto; solidariamente – onde todos ganham; e sustentavelmente – onde se garante a continuidade do consumo para as futuras gerações.

Aron ainda enfatizou que diferentemente das eleições, onde a população dá, uma vez a cada quatro anos, um voto de confiança aos políticos, no dia-a-dia os consumidores dão não só um voto mas seu próprio dinheiro às empresas das quais compram seus produtos. Disse que quem tem o poder de transformar o comportamento das empresas e dos governantes é o consumidor na hora da compra, e que sua conscientização para as questões socio-ambientais é algo que toda a sociedade precisa urgentemente começar a priorizar, cada um fazendo sua parte, replicando seus conhecimentos e experiências a quem puder, da forma que puder.

Um dos métodos de ensino do instituto Akatu, é o chamado “Pedagogia da Sensibilização” que é composto de seis etapas:

1-

Mostra que existe um problema – a Terra não é capaz de suportar tamanho consumo

2-

Mostra que tudo e todos são interdependentes – nossas ações refletem em tudo e todos

3-

Mostra que um só já é capaz de fazer diferença – mude seu cotidiano

4-

Mostra que vários são capazes de mudar mais rápido – pelo coletivo e social

5-

Mostra exemplos – conheça as ações que estão dando certo

6-

Seja

um exemplo – mostre-se coerente do que diz, no que faz

A programação completa do evento pode ser consultada no site

www.geracaoresponsavel.org.br

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Serviço:
O que: Encontro Brasileiro de Responsabilidade Socioambiental
Quando: de 15 a 18 de agosto
Onde: Centro de Eventos do Sistema FIESC, Florianópolis (SC)
Mais informações:

contato@geracaoresponsavel.org.br

e (48) 3344 3037

  
  

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