G-8 e países em desenvolvimento pressionam a favor da biodiversidade e da recuperação verde, mas não se mexem contra as mudanças climáticas

A organização WWF continua preocupada com o fracasso na obtenção de avanços nas conversações sobre mudanças climáticas.

  
  

O WWF recebeu bem o acerto dos ministros de meio ambiente das nações mais industrializadas e de alguns dos países em desenvolvimento para diminuir a perda de espécies em todo o mundo. No entanto, a organização continua preocupada com o fracasso na obtenção de avanços nas conversações sobre mudanças climáticas.

Os membros do Grupo dos Oito - G8, ao concluírem seu encontro na Sicília, assinaram uma carta para estender o tratado sobre perda de biodiversidade, mas fracassaram ao não obter progresso em algumas das questões chaves, entre elas as metas de redução de emissões.

“Estamos muito contentes pelo fato de esses países reconhecerem a importância da biodiversidade para a prosperidade humana e a necessidade de protegê-la mais fortemente”, declarou Kim Carstensen, líder da Iniciativa Climática da Rede WWF.

“Eles precisam admitir a necessidade de chegar a um acordo contendo um ambicioso pacote contra as mudanças climáticas. Sem isso, não conseguiremos proteger a biodiversidade. Nós não vimos grande avanço nos compromissos assumidos para uma atuação contra as mudanças climáticas.”

A cúpula reuniu os membros do G-8: Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia e Estados Unidos. A reunião contou também com a presença de economias emergentes, como China, Índia, Brasil e México.

A rede ambientalista mundial WWF tinha a esperança de que a reunião seria aproveitada como uma oportunidade não apenas de diminuir a distância entre as nações ricas e pobres mas, ainda, para influenciar as lideranças a criarem pacotes econômicos e de tecnologia verde que fossem mais ambiciosos.

"Os ministros do Meio Ambiente concordam em que os pacotes de recuperação econômica devem ser mais verdes. Isso é positivo e nós estamos ansiosos para vê-los fazer avançar essa agenda em nível de chefes de Estado”, afirmou Carstensen.

As próximas conversações da ONU sobre clima -- que fazem parte de uma série de eventos que culminam em dezembro, em Copenhague, com um novo acordo para substituir o Protocolo de Quioto das Nações Unidas – estão programadas para ocorrer de 1 a 12 de junho em Bonn, na Alemanha.

O WWF destaca que os países industrializados, se quiserem chegar a um acordo na cúpula de Copenhague, precisam se comprometer com metas intermediárias de redução de emissões que sejam ambiciosas.

Eles também precisam colocar na mesa os recursos suficientes financiar o desenvolvimento de baixo carbono e as medidas essenciais de adaptação nos países em desenvolvimento.

Os líderes dos países ricos do G-8 irão se encontrar novamente na reunião principal do Grupo em julho.

O acordo de Copenhague deve se estender muito além de 2012, quando termina o compromisso da primeira fase do Protocolo de Quioto, que reúne 37 nações adiantadas comprometidas em cortar as emissões de carbono. O Protocolo de Quioto ficou atrelado à recusa dos Estados Unidos, que na administração do ex-presidente George W. Bush negou-se a assinar o documento.

Fonte: WWF

  
  

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