Incra e Embrapa firmam parceria

Acordo busca desenvolver, por meio de pesquisas, bioinseticida para combater pragas das plantações

  
  

Com objetivo de desenvolver pesquisas que buscam criar um bioinseticida para combater a ‘vaquinha-do-feijoeiro’, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, firmaram na manhã de ontem um termo de cooperação técnica que visa o total aproveitamento das produções sem o uso inseticidas nocivos ao meio ambiente e a saúde humana.

A pesquisa que irá desenvolver os bioinseticidas faz parte do da Tese de mestrado do pesquisador, Dr. Murilo Fanzolin com a colaboração e execução do trabalho em conjunto do engenheiro agrônomo do Incra, Márcio Rodrigo Alécio. A tecnologia já é desenvolvida na Embrapa-Ac e se houver resultados satisfatórios dos experimentos em ambiente controlados pelas equipes, a pesquisa poderá ser levada para teste em lotes de projetos de assentamento.

Para o superintendente do Incra-Ac, Carlos Augusto Lima Paes, o acordo representa vantagens para o Incra, Embrapa e em especial para a Agricultura Familiar. “Se esse produto for desenvolvido e usado em toda a área da agricultura familiar, significa que a sociedade vai consumir um produto natural sem a contaminação de venenos. Queremos levar ao produtor familiar uma tecnologia que pode ser usada e fabricada por eles, livre de qualquer agressão química ao solo, produtos e a saúde da sociedade e garantindo o total aproveitamento da produção, além”, afirma.

O diretor Geral da Embrapa-Ac, fala sobre o trabalho do órgão com plantas e inseticidas no Acre. “Por meio desse acordo, estamos unindo competências de trabalho no setor produtivo. A Embrapa desenvolve pesquisas nessa área há 12 anos de desenvolvimento de produtos naturais para o controle de pragas. O atual experimento surgiu da pesquisa com o ‘extrato do timbó’, planta tóxica tradicionalmente usadas por índios na pesca e deve ser implementado com óleos essências da pimenta longa”, explica.

Segundo o engenheiro florestal responsável pelas pesquisas do experimento, nessa primeira etapa o bioinseticida será utilizado numa área de observação, para depois será disponibilizado aos produtores. “Nossa meta é dá condições aos produtores, a controlarem as pragas das plantações com produtos naturais sem utilização de agrotóxicos aumentando assim a produtividade das áreas da agricultura familiar”, conclui.

Fonte: Jornal Página 20

  
  

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