Parque Marinho de Fernando de Noronha festejou 20 anos

Foi criado em 14 de setembro de 1988 a partir dos esforços do governo federal, da comunidade local e de ambientalistas que reconheceram no arquipélago um enorme potencial para conservação da biodiversidade brasileira.

  
  

O Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha completou 20 anos de criação no domingo, 14 de setembro. Para festejar a data, a direção do parque, que é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), preparou uma série de eventos durante todo o dia.

As comemorações começaram logo cedo, às 8h, na Baía do Sueste, com um aulão de yoga pela natureza, com a instrutora Gabriela Merofa. À noite, os festejos se transferiram para a Praça Boldró, onde, a partir das 20h, houve poesia, bolo de aniversário e apresentação do Maracatu Nação Noronha e do cantor Ângelo Loyo.

O Parque Nacional Marinho foi criado em 14 de setembro de 1988 a partir dos esforços do governo federal, da comunidade local e de ambientalistas que reconheceram no arquipélago um enorme potencial para conservação da biodiversidade brasileira.

Atualmente, o parque é visitado por milhares de pessoas que buscam aliar o turismo à natureza. A unidade está incluída no programa de ecoturismo que foi lançado no Rio de Janeiro, no sábado, 13 de setembro, pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

O parque é o que se pode chamar de cartão postal do Oceano Atlântico. É formado por seis ilhas maiores: a de Fernando de Noronha, a Rata, do Meio, Lucena, Sela Gineta e Rasa, afora a presença de quatorze rochedos praticamente inacessíveis.

Por ser dotado de uma impressionante beleza cênica, ter uma situação geográfica singular, possuir espécies endêmicas (que só ocorrem no arquipélago) e concentrar grande potencial genético, o Arquipélago de Fernando de Noronha mereceu proteção especial.

O Parque conta com uma área total de 112,7 Km2, tendo os seguintes objetivos: proteger as amostras representativas dos ecossistemas terrestre e marinho; preservar a fauna, flora e demais recursos naturais; proporcionar oportunidades controladas para visitação, lazer, educação ambiental e pesquisa científica, além de contribuir para a preservação dos sítios históricos.

Mas o principal atrativo e riqueza do parque encontra-se no mar, e não na terra. Um verdadeiro paraíso submarino é encontrado sob as águas azuis, cristalinas e profundas do Oceano Atlântico. Lá, são encontradas as mais extensas áreas de recifes de corais de toda a costa brasileira, onde lagostas vêm desovar sob a proteção dos corais.

São abundantes os crustáceos, os cardumes de golfinhos em permanente e alegre evolução, grande variedade de tubarões e imensa variedade de peixes. São comuns ainda cardumes de peixes coloridos, como o cocorocas, sargentinhos e frades-reais, convivendo em harmonia.

Há ainda a ocorrência de muitas espécies de peixes, como meros, bodião, linguados, tubarões, lagostas, entre tantos outros. A tartaruga-marinha desova em algumas praias de Fernando de Noronha, entre os meses de janeiro a maio.

A baía dos Golfinhos abriga esses cetáceos a maior parte do dia, durante todo o ano. Lá, os golfinhos acasalam, criam seus filhotes e executam graciosos balés aquáticos, sem temer a presença do homem.

A Ilha de Fernando de Noronha conta com infra-estrutura para recebimento de visitantes. Existem vôos comerciais, diários. Pode-se também alugar um barco pesqueiro em Recife, João Pessoa ou Natal, para uma viagem que dura de 12 a 36 horas, dependendo das condições do mar.

Fonte: Instituto Chico Mendes

  
  

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