São Paulo sedia a exposição As Amazônias: verdades, mitos e lendas , no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera

Todo o percurso da exposição é feito como se o visitante estivesse percorrendo as margens dos rios da Amazônia.

  
  

Com o objetivo de levar ao público conhecimento e informações sobre as diversas questões socioambientais, Ecos do Planeta lança sua terceira edição, com a abertura da exposição As Amazônias: verdades, mitos e lendas.

A entrada é gratuita e será aberta ao público no dia 21 até 31 de agosto de 2008, no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera, em São Paulo

Destaques da exposição:

Grande Sumaumeira

Logo na porta o visitante entra por uma gigante Sumaumeira (árvore típica da região), em sua escala verdadeira - que representa a grandiosidade da Amazônia. Ao entrar na mostra por dentro do tronco e das ramificações da árvore, o visitante penetra em um túnel de sensações, com projeções de imagens e sons dos animais que habitam a floresta. O túnel reproduz ainda o ambiente úmido da Amazônia.

Todo o percurso da exposição é feito como se o visitante estivesse percorrendo as margens dos rios da Amazônia.

Floresta: sons e imagens de Fabio Colombini sugerem a aproximação com os animais, um misto de atração e estranhamento. O módulo traz sons da floresta, imagem da gigante sumaumeira, exemplar cenografado da seringueira e do buriti, amostras do serpentário do Instituto Butantã, esculturas dos artistas paulistanos Rubens Matuck (sementes) e Fernando Ito (insetos e pássaros gigantes. Entre as atividades, uma oficina de confecção de bijuterias com sementes e a exibição de documentários “Vídeo nas Aldeias”.

Água: o visitante terá um ambiente com imagens e signos que remetem às águas da região; remos de barcos recolhidos na cidade de Abaetetuba (PA); Fotografias de rios como o Rio Negro, Rio Amazonas e amostras de águas recolhidas pelos artistas Margi e Gerard Moss. Esses artistas também orientarão uma oficina que simula a limpeza de rios e propõe a reciclagem desse lixo.

Arqueologia: traz dezenas de réplicas de cerâmica marajoara, tapajônica (ou santarém), maracá, cunani, formiga, entre outras, feitas pela família Cardoso - tradicional na arte da cerâmica no Distrito de Icoaraci (PA). O artista Levy Cardoso ministrará uma oficina de cerâmica com técnicas básicas da tradição indígena.

A Arqueologia da Amazônia, se apresenta em cenário desenvolvido com a orientação do Arqueólogo Eduardo Neves e do Museu de Arqueologia da universidade de São Paulo será percorrido com monitores especializados.

Aldeia: apresenta a moradia, o lugar da caça, a roça, as lendas, e o modo de viver de determinados povos indígenas. Arte plumária, cestarias, teares, bancos indígenas, cuias e artefatos para processamento da farinha de mandioca são algumas das artes apresentadas nesta área.

Um mapa interativo permite que o público “visite” as terras indígenas e veja o modo em que estes povos vivem.

Além disso, haverá a exposição de fotografias do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro que mostrará as atividades desenvolvidas na Amazônia e dos povos: araweté - sudeste do Pará; Rosa Gauditano - dos Arara, tukano, xavante, yanomami entre outros. Uma foto gigante escolhida do ensaio fotográfico de Claudia Andujar sobre o povo Ianomâmi faz o fundo de cena da aldeia. Entre as atividades, oficinas de leitura e exibições de documentários do projeto “Vídeo nas Aldeias” (PE), produzidos por grupos indígenas.

Diversidade Cultural: destaca os povos indígenas e todos os povos assentados na região ao longo de quatro séculos de migrações na Amazônia. A área mostra o quanto a mistura destes povos produz hibridismos e “contaminações” nos falares, nas tradições e nos gestuais. Todos estes aspectos são interpretados e apresentados pelas fotografias de Luiz Braga, Thomas Farkas e Carlos Penteado.

Fotografias de Paula Sampaio mostram a devastação da floresta provocada pelas estradas. As fotografias de Paulo Santos e Lucio Flavio Pinto mostram a mineração da floresta, que é bastante farta e pouco abordado. Um mapa da ocupação territorial mostra o progresso do desmatamento e ocupação urbana do território. Um dos grandes destaques desta área é apresentar algumas das contradições encontradas na floresta.

Os minérios da região são utilizados nas jóias da premiada artista Miriam Korolkovas, que utiliza os metais preciosos da Amazônia.

A Terra do Amanhã: que proposta de sustentabilidade é viável para a Amazônia? O que se produz a partir de suas riquezas? O mapa animado do Instituto Socioambiental mostra as regiões ocupadas por povos da floresta e dá acesso às informações precisas de projetos desenvolvidos em cada uma das áreas indígenas.

Aqui o visitante encontrará os projetos do Greenpeace e WWF.

Astronomia: Este é um dos grandes destaques da mostra, pois será montado um planetário indígena. Montado pela Associação Brasileira para o ensino da Astronomia (ASBEA) de Walmir Cardoso, o planetário apresenta o sistema estelar indígena do ponto de vista de alguns povos, encontrando traços de união entre eles. O módulo também trará ampliações de desenhos criados por crianças e adolescentes indígenas a partir de sua observação sobre o céu e mostra a saída da exposição.

A exposição é uma iniciativa da Pró Cultura Marketing e Eventos e do Instituto Brasil Com. Ambos são responsáveis pelo projeto Ecos do Planeta - que tem como objetivo levar conhecimento e informação sobre as diversas questões socioambientais, por meio de eventos lúdicos e interativos.

Serviço

As Amazônias: Verdades, Mitos e Lendas

Local: Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n — Parque do Ibirapuera, Portão 10.

Data de Abertura: 21 de agosto de 2008

Data do Término da Exposição: 31 de agosto de 2008

Horários: todos os dias, das 9 às 22h.

Entrada: Gratuita

Acesso para pessoas com deficiência

Fonte : XPress Assessoria em Comunicação

  
  

Publicado por em

Suanny Honorato Pereira

Suanny Honorato Pereira

09/09/2008 15:03:47
Eu fui com excursão adorei,achei muitas coisas legais.
meu Email é do orkut.!!!
até logo!!!

Edna Maria Gomes

Edna Maria Gomes

01/09/2008 13:17:21
Quero que a exposição venha ao Rio!