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Sociedade debate futuro de florestas do oeste do PA

A expectativa é que até o mês de maio a governadora defina o que será voltado para concessão florestal, para manejo comunitário e para a criação de novas áreas de conservação..

17 de Abril de 2009. Publicado por Equipe EcoViagem  

Depois de discutir o ordenamento territorial do conjunto de glebas Mamuru Arapiuns, localizado no oeste do Pará, durante seminário promovido pelo Ideflor, ontem, em Santarém, nesta sexta-feira (17), a Comissão Estadual de Florestas (Comef) fará as últimas considerações sobre o processo de ordenamento na referida área.

O conjunto de glebas Mamuru Arapiuns tem cerca de 1,2 milhão de hectares. A expectativa é que até o mês de maio a governadora Ana Júlia Carepa defina a destinação da área, ou seja, o que será voltado para concessão florestal, para manejo comunitário e para a criação de novas áreas de conservação.

Nas bases da reunião, estão resultados e discussões obtidos quando a subcomissão da Comef esteve em Aveiro, Santarém e Juruti, nos últimos dias 30 e 31 de março e 1º de abril. Os municípios do oeste paraense compreendem as glebas Nova Olinda I e II, Curumucuri e Mamuru.

Presidida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará, a Comef tem por finalidade assessorar, avaliar e propor diretrizes para a gestão de florestas públicas do Estado, manifestar-se sobre o Plano Anual de Outorga Florestal (PAOF), entre outras.

A Comissão é presidida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará - Ideflor e composta pelo Poder Público e por representantes de setores sociais, como trabalhadores rurais, classe empresarial, extrativistas, quilombolas, entidades de pesquisa, entre outros.

Movimentos sociais - Diversos movimentos sociais têm participado do debate, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará (Fetagri), além de representantes indígenas, quilombolas, associações locais, entre outros.

As discussões têm sido marcadas pela exposição dos pontos divergentes, mas também sobre as concordâncias em relação a destinação das áreas. Os movimentos sociais têm manifestado, com muita firmeza, propostas que incluem áreas para uso comunitário e familiar, assim como para a criação de novas unidades de conservação.

“É um momento histórico poder participar dessa discussão. Vamos aproveitar a ocasião para apresentar uma proposta unificada dos movimentos sociais para o ordenamento territorial na região”, afirma o presidente da Fetagri e representante dos movimentos sociais na Comissão Estadual de Florestas (Comef), Manoel Imbiriba.

Fonte: Agência Pará de Notícias

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