WWF-Brasil: interesses nacionais não podem sobrepujar necessidades do planeta

Para o WWF-Brasil, está claro que os diplomatas estão fracassando nas negociações, pois estão priorizando interesses nacionais em detrimento de acordos que beneficiem todo o planeta

  
  
Na Rio92, o Brasil liderou a Conferência de forma diferente, se legitimou como líder e possibilitou acordos muito importantes. Já na Rio+20, ainda não se vê o mesmo interesse nem a mesma disposição do país

O texto em negociação apresentado hoje pela manhã na Rio+20 não foi bem recebido pelas entidades civis e nem por países que participam diretamente das negociações. Países árabes e União Europeia pedem "mais ambição" ao documento, por exemplo.

Para o WWF-Brasil, está claro que os diplomatas estão fracassando nas negociações, pois estão priorizando interesses nacionais em detrimento de acordos que beneficiem todo o planeta.

"Não há sentido falar em interesses nacionais sem um planeta saudável. Por isso, esperamos que os chefes e ministros de Estado salvem a Rio+20 nos próximos três dias. Nossos governantes não foram eleitos nem são pagos para fugirem de suas obrigações", ressaltou Maria Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF-Brasil.

Na Rio92, o Brasil liderou a Conferência de forma diferente, se legitimou como líder e possibilitou acordos muito importantes. Já na Rio+20, ainda não se vê o mesmo interesse nem a mesma disposição do país. "O resultado é um texto sem ambição. Os diplomatas não têm condições de elaborar um texto melhor sem uma sinalização forte de seus governos", disse Maria Cecília.

Sejam sérios - Hoje pela manhã o WWF ergueu seu balão de 30 metros de altura em local próximo ao RioCentro, onde acontece a Rio+20. A ação pede aos negociadores seriedade na definição de acordos que levem o planeta ao rumo da sustentabilidade.

Fonte: WWF-Brasil

  
  

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