Enquanto Brasil discute projeto de lei de biossegurança, Bélgica proíbe plantio de transgênico

O governo da Bélgica rejeitou hoje a solicitação da indústria de biotecnologia Bayer CropScience para plantar canola transgênica na Europa. O requerimento, encaminhado à União Européia, foi rejeitado depois que pesquisas confirmaram que plantações de orga

  
  

O governo da Bélgica rejeitou hoje a solicitação da indústria de biotecnologia Bayer CropScience para plantar canola transgênica na Europa. O requerimento, encaminhado à União Européia, foi rejeitado depois que pesquisas confirmaram que plantações de organismos geneticamente modificados (OGMs) podem causar danos ao meio ambiente.

No Brasil, o projeto de lei substitutivo de biossegurança apresentado pelo ministro Aldo Rebelo (PC do B-SP), que considera dispensar Estudos de Impacto Ambiental (EIA) para a liberação do plantio de transgênicos no país, será votado esta semana na Câmara dos Deputados.

`O meio ambiente brasileiro estará sob grande risco caso o PL de biossegurança não garanta a exigência do EIA, conforme propõe o ex-relator da comissão especial de biossegurança da Câmara.

O parecer da CTNBio (Comissão Técnica Nacional
de Biossegurança), sozinho, não garante a realização de uma avaliação completa dos riscos que o plantio de um transgênico pode trazer ao meio ambiente`, alerta a coordenadora da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace, Mariana Paoli.

Especialistas belgas concluíram que os impactos negativos do cultivo de canola transgênica sobre a biodiversidade seriam de difícil controle. Além disso, as regras para os produtores evitarem a contaminação das plantações tradicionais são ineficazes e de difícil monitoramento.

A decisão do governo da Bélgica seguiu também o abrangente estudo com transgênicos realizado pelo Reino Unido no final do ano passado, que concluiu que plantações de canola geneticamente modificada causam mais danos ao meio ambiente do que o cultivo tradicional Outro estudo britânico mostrou que os insetos podem transportar pólen da flor de canola por muitos quilômetros.

As pesquisas comprovam a dificuldade, senão a impossibilidade, de se controlar os efeitos provocados pelos cultivos de transgênicos sobre a biodiversidade, e de se proteger as fazendas que optaram por não plantar OGMs de serem contaminadas.

Embora a empresa alemã Bayer CropScience tenha solicitado uma licença para cultivar a canola transgênica à União Européia por intermédio da Bélgica, o governo belga apenas encaminharia a solicitação para os outros países-membros para uma decisão conjunta se o pedido atendesse às exigências das leis ambientais européias. A Bayer já fez outras duas solicitações similares à UE, por intermédio da Alemanha.

Fonte: Greenpeace

  
  

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