Epagri desenvolve sistemas para produção de carpas orgânicas

A Epagri/Estação de Piscicultura de Caçador está desenvolvendo um sistema de produção de carpas orgânicas, alimentadas basicamente com algas. “Uma das maiores vantagens do novo sistema é o baixo custo de produção, que permite a adesão de produto

  
  

A Epagri/Estação de Piscicultura de Caçador está desenvolvendo um sistema de produção de carpas orgânicas, alimentadas basicamente com algas.

“Uma das maiores vantagens do novo sistema é o baixo custo de produção, que permite a adesão de produtores menos capitalizados”, ressalta o oceanógrafo da Epagri/Cedap, Fernando Silveira. As carpas representam a
metade da produção total, de 19,5 mil toneladas/ano de peixes de água doce em Santa Catarina.

O pesquisador de Nutrição de Peixes de Clima Tropical, da Epagri de Caçador, Álvaro Graeff, afirma que “as algas fazem parte do início da cadeia alimentar e são consumidas diretamente por peixesfitoplantófagos (carpa prateada) ou pelos peixes zooplantófagos (carpa cabeça grande) e, indiretamente, através dos microcrustáceos utilizados para alimentação”.

Segundo ele, as carpas possuem amplo espectro alimentar, mas, como o objetivo é desenvolver a carpa orgânica, “evitamos que elas se utilizem de outros produtos e se alimentem somente de produtos ecologicamente induzidos a se multiplicar, estimulando a cadeia alimentar produzida a partir das algas”, explica.

A tecnologia de multiplicação da alga para piscicultura catarinense foi divulgada no ano passado no Congresso Internacional Virtual de Aquicultura, com grande aceitação e interesse.

“É mais um salto de qualidade da pesquisa em piscicultura para consolidar o sistema de produção de carpas em Santa Catarina”, diz Graeff.

Ele diz que a utilização desta alga diminui sensivelmente os custos de produção de alevinos em função da maior taxa de sobrevivência e melhor convenção alimentar.

O Coordenador do projeto de piscicultura de água doce da Epagri, Mauro Foczanski, acrescenta que a variação do custo de produção está diretamente ligado ao maior ou menor uso de rações nos sistemas de cultivos.

“Com apenas fertilização orgânica, o custo é mais baixo”, afirma. Segundo ele, o custo de produção da piscicultura integrada (isenta de ração e aerador) na Região Oeste, pro exemplo, gira em torno de R$ 0,50/kkg.

Já no Alto do Itajaí, o custo é de R$ 1,20/kg de peixe produzido, onde a alimentação é composta de integração animal e ração nos últimos dois meses de cultivos.

Fonte: Boletim Informativo da Epagri

  
  

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