Especialistas avaliam utilização do algodão transgênico na agricultura mundial

O adoção do algodão geneticamente modificado no mundo foi um dos principais temas do IV Congresso Brasileiro de Algodão, que aconteceu em Goiânia (GO). Segundo Paulo Barroso, da Embrapa Algodão, entre as principais vantagens da tecnologia estão o aument

  
  

O adoção do algodão geneticamente modificado no mundo foi um dos principais temas do IV Congresso Brasileiro de Algodão, que aconteceu em Goiânia (GO).
Segundo Paulo Barroso, da Embrapa Algodão, entre as principais vantagens da tecnologia estão o aumento da produtividade, redução do uso de agroquímicos nas lavouras e fácil acesso, principalmente aos pequenos produtores.

O especialista citou que quatro milhões de produtores chineses, em sua maioria de pequenas propriedades, utilizaram o algodão geneticamente modificado em 2001 e isso trouxe grandes benefícios aos cotonicultores e meio ambiente do país asiático.

`A diminuição do uso de pesticidas chegou a 66% e essa é uma grande vantagem para a saúde pública, já que havia muitas intoxicações de produtores com pesticidas`, disse ele. As pesquisas com plantas geneticamente modificadas começaram, na China, ainda na década de 80 e o primeiro campo de teste foi instalado em 1994.

Paulo Barroso lembrou que 25% dos cotonicultores do mundo já utilizam o algodão Bt, geneticamente modificado para se tornar resistente a insetos, e que a adoção ou não da tecnologia depende, entre outros fatores, do mercado.

`Mas não conheço ninguém que tenha pago mais pela fibra de algodão porque o produto não é transgênico`.Kater Hake, vice-presidente de Desenvolvimento Tecnológico da Delta and Pine Land Co., dos Estados Unidos, uma das maiores empresas de algodão do mundo, comentou que os países que adotaram a biotecnologia na cotonicultura estão aumentando rapidamente a área plantada.

`Os pesquisadores estão avaliando a possibilidade de melhorar ainda mais o algodão. Muito progresso pode ser alcançado como o controle de insetos e melhor qualidade da fibra e do óleo, que poderá ter aumento de vitamina E, cujo efeito é antioxidante, além de variedades tolerantes à seca, uma das expectativas mais comentadas no mundo`, acrescentou.

Manifesto

Os presidentes do IV Congresso Brasileiro do Algodão, Paulo Cézar da Cunha Peixoto, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Jorge Maeda, e da Associação Brasileira de Algodão (Abralg), Andrew MacDonald, divulgaram, durante o evento, manifesto em defesa da liberação das pesquisas e plantio comercial dos transgênicos no País.

O documento, que será enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informa que a cadeia de algodão `já importou neste ano 90 mil toneladas de pluma de algodão dos Estados Unidos, onde 90% da produção é transgênica`.

Fonte: CDI - Agência de Comunicação

  
  

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