Esponja tropical produz fibra óptica melhor que a da indústria

Cientistas americanos identificaram uma esponja, residente em águas tropicais profundas, que produz finas fibras de vidro capazes de transmitir melhor a luz do que a fibra óptica industrial, usada hoje nas telecomunicações. As fibras naturais são criad

  
  

Cientistas americanos identificaram uma esponja, residente em águas tropicais profundas, que produz finas fibras de vidro capazes de transmitir melhor a luz do que a fibra óptica industrial, usada hoje nas telecomunicações.

As fibras naturais são criadas, em baixas temperaturas, a partir de matéria-prima encontrada no ambiente marinho, em um processo que os cientistas esperam reproduzir em laboratório.

Os métodos atuais de fabricação de cabos ópticos requerem altas temperaturas e produzem um material relativamente fraco, que quebra quando dobrado.

`Pode-se fazer um nó com essas fibras biológicas sem que se partam. É realmente espantoso`, afirmou Joanna Aizenberg, que chefiou a pesquisa realizada nos Laboratórios Bell e divulgada na edição na revista `Nature` .

A esponja Euplectella tem cerca de 45 centímetros de altura e um esqueleto constituído por uma malha de sílica, que também serve de residência a camarões. As fibras formam uma coroa em sua base, que parece ajudá-la a agarrar-se ao fundo do oceano. Cada uma delas tem entre cinco e 18 centímetros de comprimento e a espessura de um fio de cabelo.

`A Euplectella também pode colar vestígios de sódio às fibras, aumentando sua capacidade de condução da luz, disse Aizenberg.`

Um dos desafios da tecnologia é juntar aditivos à estrutura de vidro para melhorar as propriedades ópticas`, afirmou a pesquisadora. `Se compreendermos exatamente como ela se deposita sódio nas fibras de vidro a baixas temperaturas, poderemos controlar todas as propriedades.

`A descoberta faz parte de um setor conhecido como biomimética, ou a compreensão de sistemas biológicos para sua aplicação no desenvolvimento tecnológico.Entre as descobertas mais recentes nessa área estão uma enzima usada em detergentes -inspirada em uma bactéria que atua contra gorduras em água fria- e uma proteína luminosa da medusa - a qual permite aos cirurgiões iluminar o tecido canceroso enquanto o removem.

Fonte: Agências internacionais

  
  

Publicado por em

Cristiano Peters

Cristiano Peters

16/04/2009 17:42:46
De fato, tal adaptação no meio de produção, seria totalmente bem vinda, porém... os gastos para adquirir controle sobre suas propriedades seriam inestimáveis, sendo que algo assim ainda não tem uma explicação associável... atualmente, é considerada um fenômeno e fenômenos saem caros para se comprovar...