Estudo sobre as condições de saúde de negros no Amazonas foi apresentado na Fiocruz

O estudo sobre condições de saúde de comunidades descendentes de quilombolas da região do baixo Amazonas foi apresentando na terça-feira (29/4) para professores, alunos, ambientalistas e pesquisadores na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, no ca

  
  

O estudo sobre condições de saúde de comunidades descendentes de quilombolas da região do baixo Amazonas foi apresentando na terça-feira (29/4) para professores, alunos, ambientalistas e pesquisadores na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O ato reuniu o epidemiologista e diretor do Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane, unidade da Fiocruz em Manaus, Luciano Toledo, e a nutricionista e diretora da Coordenação Regional de Brasília (Coreb), Denise Oliveira, responsáveis pelo trabalho.

Da apresentação fez parte a exibição do documentário “Condições de vida, saúde e nutrição de comunidades quilombolas no baixo Amazonas”, produzido em parceria pela Fiocruz e pelo canal de transmissão televisiva Amazon Sat, cuja equipe acompanhou a expedição de pesquisadores.

A desnutrição é apontada como um dos principais problemas da população, chegando a casos de marasmo em crianças, que é a forma mais grave da doença, caracterizada por perda de peso, atrofia muscular e retardo no crescimento, causados por dieta pobre em proteínas e calorias. Em algumas comunidades, 50% das crianças estão desnutridas.

Com base no resultado da pesquisa, o Ministério da Saúde determinou a criação de distrito sanitários quilombolas, iguais aos já existentes distritos indígenas. U

Uma das soluções imediatas foi a inclusão da população no Programa Fome Zero, a remessa de medicamentos diversos, desde para o combate a anemia até antidepressivos do Instituto Far-Manguinhos e a assistência de um pediatra da Escola Nacional de Saúde Pública.

O estudo da Fiocruz sobre os remanescentes dos quilombos da região amazônica foi feito em parceria com o SUS, Ibama, secretaria de Saúde de Santarém e com o Projeto Pega o Beco, que divulga a história e a cultura do povo negro.

As populações descendentes de quilombolas da região amazônica se situam no Pará, Amapá e Maranhão. Negros fugitivos formaram 60 comunidades no Pará, dessas 56 localizadas no município de Santarém. A primeira parte do trabalho, a expedição científica, pesquisou seis comunidades de Santarém, que reúnem duas mil pessoas.

Fonte: Agência Brasil

  
  

Publicado por em