Evento internacional avaliou riscos ambientais de transgênicos

As plantas geneticamente modificadas ocupam cerca de 60 milhões de hectares no mundo hoje. Um dos pontos mais polêmicos acerca desse assunto são os riscos ambientais relacionados ao cultivo dessas plantas. Para discutir esse tema, cerca de 70 cientist

  
  

As plantas geneticamente modificadas ocupam cerca de 60 milhões de hectares no mundo hoje. Um dos pontos mais polêmicos acerca desse assunto são os riscos ambientais relacionados ao cultivo dessas plantas.

Para discutir esse tema, cerca de 70 cientistas de 15 países se reuniram no `2° Workshop sobre Diretrizes para Avaliação de OGM`s`, que foi realizado entre os dias 14 e 18 de junho, no Grande Hotel Bittar, em Brasília (DF).

O objetivo foi redigir diretrizes científicas relevantes para a avaliação de riscos apresentados pelo cultivo de OGM`s no Brasil, especialmente do algodão geneticamente modificado contendo a bactéria Bt - Bacillus thuringiensis.
Essas diretrizes contribuirão para a definição de protocolos oficiais pelo governo brasileiro.

O Workshop faz parte de um projeto internacional coordenado por um grupo de cientistas (Grupo Global de Trabalho sobre Organismos Transgênicos no Manejo Integrado de Pragas e no Biocontrole), sob a égide do IOBC - Instituto Internacional de Controle Biológico e financiado pela SDC - Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação.Esse foi o segundo workshop do projeto. O primeiro foi realizado no Quênia com análise voltada ao milho Bt.

Esta iniciativa visa desenvolver as propostas de instruções, a fim de produzir resultados aplicáveis às diferentes condições ambientais, culturais e sócio-econômicas predominantes nas várias regiões geográficas do mundo.

Durante o evento, foram organizados grupos de discussão sobre os assuntos relacionados com os organismos geneticamente modificados, entre os quais destacam-se: análises sociais, políticas e econômicas; caracterização de plantas transgênicas; impacto a organismos não alvo; fluxo gênico e manejo da resistência.

No dia 18 de junho houve a realização de uma sessão aberta ao público, onde participantes do workshop apresentaram os resultados obtidos e estarão disponíveis para discussões. Participaram dessa sessão cientistas, organizações de agricultores e da sociedade civil, representantes do governo e da indústria, e o público em geral, mediante inscrição prévia.

A organização deste evento, em Brasília, esteve sob a responsabilidade das pesquisadoras Deise Capalbo, da Embrapa Meio Ambiente, e Eliana Fontes, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Ambas participam do projeto como membros do Comitê Diretor e estão na coordenação do Grupo Regional da América do Sul.

Fonte:Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

  
  

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