Expansão das cidades e rodovias degradam o meio ambiente

Quando se fala em degradação ambiental, pensa-se logo em esgotos a céu aberto, lixões ou em madeireiras e mineradoras que destroem o meio ambiente. Poucos são os que avaliam que a construção de estradas e rodovias e, até mesmo, o crescimento de cidade

  
  

Quando se fala em degradação ambiental, pensa-se logo em esgotos a céu aberto, lixões ou em madeireiras e mineradoras que destroem o meio ambiente.

Poucos são os que avaliam que a construção de estradas e rodovias e, até mesmo, o crescimento de cidades, também podem prejudicar o ecossistema. Isso porque, para a abertura de rodovias e para a expansão de uma cidade, são devastadas áreas enormes de florestas e se interfere diretamente no habitat das espécies que vivem na região.

Na região da caatinga, as atividades econômicas desenvolvidas são as principais responsáveis pelos distúrbios causados ao ecossistema e por isso devem ser bem planejadas, visando ao desenvolvimento sustentável.

Como explicam pesquisadores da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco, em artigo publicado na revista Brazilian Journal of Biology, `estradas e cidades representam enormes fontes de degradação dos ecossistemas adjacentes no que se refere à ciclagem de nutrientes, energia, fluxo de água e à composição de espécies`.

Além disso, eles afirmam que os animais podem ser afetados pelas rodovias no que diz respeito à migração, meio de sobrevivência e isolamento populacional.

Dessa forma, eles procuraram descobrir de que maneira a distância de cidades e rodovias está associada à perda e à fragmentação da caatinga, um tipo de vegetação seca e composta por pequenos arbustos, que é característica do Nordeste brasileiro.

A equipe afirma que a área de estudo compreende um polígono de 2.828,8 km² na região do Xingó, que fica na divisa de Alagoas e Sergipe.

De acordo com o artigo, foram mapeados 145 km de estradas pavimentadas, bem como a vegetação remanescente e as sete cidades centrais.

Os resultados mostram, segundo o texto, que a vegetação da caatinga está reduzida a 13% da sua cobertura original. Além disso, constatou-se que há uma correlação positiva entre a distância de rodovias e cidades e o percentual de vegetação remanescente. Ou seja, quanto mais próximo se está das cidades e estradas, menos vegetação se consegue encontrar.

Sendo mais específico: enquanto que a 1 km desses locais, cerca de 6% de vegetação pode ser encontrada, a 12 km de distância esse percentual é de 18%.

`Desta forma, a vegetação remanescente foi reduzida em cerca de 1/3 próximo a rodovias e cidades`, ressaltam os pesquisadores. E não pára por aí: a fragmentação da caatinga também é maior mais perto das estradas e cidades, provavelmente devido às facilidades que elas oferecem à exploração dos recursos naturais adjacentes como, por exemplo, da madeira.

Por isso, é de fundamental importância que haja estudos mais aprofundados dos efeito ecológicos que a construção de vias pavimentadas e o crescimento de áreas urbanas podem causar no ecossistema de uma região. Também devem ser identificadas e estabelecidas áreas prioritárias de conservação, pois é um absurdo o sistema de proteção de áreas naturais só cobrir 0,87% da região que a caatinga ocupa.

Como afirmam os pesquisadores, `um plano regional para o estabelecimento de áreas prioritárias para conservação na caatinga deve considerar a densidade das cidades e das rodovias como um indício de distúrbio e como um sinal de degradação potencial do habitat`.

Fonte: Agência Notisa

  
  

Publicado por em

Papaopw

Papaopw

03/06/2009 19:32:05
muito bom
parabens para o dono desse site
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Dafanny

Dafanny

11/11/2008 19:50:19
eu achei o plano muito interessante,e que eles devem continuar com essa iniciativa!