Expedição descobriu novas espécies no Atlântico

Uma expedição de pesquisa do Censo de Vida Marinha (CoML, em inglês) retornou do Oceano Atlântico com pequenos animais que, aparentemente, são de uma espécie desconhecida. Entre eles estão um plâncton com organismo translúcido, que tem parentesco com

  
  

Uma expedição de pesquisa do Censo de Vida Marinha (CoML, em inglês) retornou do Oceano Atlântico com pequenos animais que, aparentemente, são de uma espécie desconhecida.

Entre eles estão um plâncton com organismo translúcido, que tem parentesco com algas marinhas, centenas de camarões microscópicos e vários tipos de peixe.

A viagem, de três semanas, tinha o objetivo de mapear a vida marinha em todo o mundo.

O plâncton forma a base de muitas cadeias alimentares marinhas, e algumas populações estão sofrendo com mudanças climáticas.

Zooplânctons são pequenos animais marinhos. Muitos deles vivem em plantas flutuantes (fitoplâncton), e muitos deles são devorados por peixes, mamíferos e crustáceos.

Um dos objetivos do Censo de Zooplâncton Marinho (CoMZ), parte do CoML, é fazer um inventário global destes pequenos organismos, o que ajudará os cientistas a observar as mudanças induzidas pelas variações climáticas e outros fatores.


Profundezas :

Segundo Peter Wiebe, do Instituto Oceanográfico Woods Hole, nos Estados Unidos, é muito difícil obter amostras da vida marinha em profundidades de mais de mil metros.

De acordo com Wiebe, são necessários milhares de metros de cabos. "Nós pudemos obter amostras em intervalos de mil a 5 mil metros", afirmou.

Milhares de espécies foram capturadas durante a expedição, e 500 acabaram catalogadas. Elas incluem copépodes e ostrápodes e minúsculas águas-vivas, animais que estão entre os mais frágeis do mar.

A maioria adaptou-se a viver nas profundezas, onde as temperaturas estão entre um ou dois graus centígrados. Ao trazê-los à superfície, os pesquisadores transportaram os animais através de uma camada de água mais quente, de cerca de 27 graus centígrados.

Assim que chegaram ao barco, foram lançados em baldes com gelo para restaurar um pouco o seu habitat. Mesmo assim, muitos morreram antes que pudessem ser estudados.

Este foi um dos primeiros projetos de seqüenciamento de DNA no mar, um processo que Wiebe acredita que se tornará muito mais comum na medida em que cientistas busquem formas fáceis e rápidas de identificar espécies.

"Várias destas criaturas são encontradas nos oceanos Índico, Pacífico e Atlântico, e não se pode distingui-las visualmente, mas talvez descubramos que geneticamente são diferentes", afirmou.

Muitas outras expedições estão sendo planejadas para os próximos dois anos, especialmente para examinar zooplânctons. Quando o CoML terminar em 2010, os pesquisadores esperam ter encontrado e estudado todas as espécies de zooplâncton do oceano.

Fonte: BBC Brasil

Del Valle Editoria
Contato: vininha@vininha.com

  
  

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