Exposição de Veículos Elétricos mostra as novidades

Os mais diferentes exemplos de veículos elétricos e tecnologias para o uso da eletricidade, dos combustíveis convencionais e do hidrogênio (célula a combustível) para o uso nos transportes poderão ser vistos na Exposição VE 2006 que ilustra o Seminário so

  
  

Os mais diferentes exemplos de veículos elétricos e tecnologias para o uso da eletricidade, dos combustíveis convencionais e do hidrogênio (célula a combustível) para o uso nos transportes poderão ser vistos na Exposição VE 2006 que ilustra o Seminário sobre Veículos Elétricos que o INEE - Instituto Nacional de Eficiência Energética - realiza terça e quarta-feira (dias 15 e 16 de agosto), na Escola SENAI Mário Amato " Faculdade SENAI de Tecnologia Ambiental (Avenida José Odorizzi, 1555), em São Bernardo do Campo, São Paulo. O acesso à Exposição de Veículos Elétricos é gratuito.

Os modelos em exposição contemplam o transporte de passageiros, o coletivo público, o individual, o comercial e industrial e as pesquisas universitárias. O Pálio Elétrico/FIAT, desenvolvido pela Itaipu Binacional, por exemplo, que estará na Exposição VE 2006, já tem 10 encomendas: quatro vão para a Suíça, dois serão utilizados pela Eletrobrás e quatro estão sendo requeridos para serem entregues, ainda em 2006, para compor a frota de veículos da CPFL Energia.

O Palio Elétrico possui motor com potência de 15 Kw (o equivalente a 20 cavalos) e atinge, por enquanto, no máximo 130 km/h. O propulsor é alimentado por uma bateria de níquel, situada no fundo do porta-malas, que garante uma autonomia de 120 km. A bateria é totalmente reciclável, o que praticamente elimina preocupações ambientais com o seu destino final após o fim de sua vida útil.
A expectativa da Itaipu Binacional é que as demais empresas distribuidoras de energia brasileiras e paraguaias passem a utilizar veículos elétricos, permitindo o avanço das pesquisas para este tipo de transporte e contribuindo para acelerar o desenvolvimento desta tecnologia, além de beneficiar o meio ambiente.

Transporte coletivo público

A Eletra Industrial, empresa brasileira sediada em São Bernardo do Campo, apresenta dois modelos de ônibus híbridos desenvolvidos com tecnologia nacional: o Low Entry de 12 metros de comprimento e com capacidade para 59 passageiros (28 sentados, 30 em pé e um posto de deficiente) e o Articulado com 18 metros de comprimento. A empresa é pioneira na fabricação de veículos elétricos híbridos para o transporte urbano (a primeira operação comercial data de 1999) e hoje mantêm uma frota de 65 carros elétricos, sendo 22 trólebus e 43 híbridos, em circulação na Grande São Paulo, além de dois ônibus em operação na Nova Zelândia e um, em teste, no México.

A Eletra negocia a venda de ônibus híbridos com o Chile, Estados Unidos e México. De acordo com a gerente comercial da Eletra, Iêda Maria de Oliveira, o crescimento do mercado de veículos elétricos para o transporte público deve-se, principalmente, às questões ambientais. Em relação aos ônibus convencionais, os VEs representam uma redução de 75% óxidos de nitrogênio (NOx); de 50% de material particulado (fumaça negra); de 40% a 50% de dióxido de carbono (CO2), além de praticamente zerar a emissão de monóxido de carbono. Além disso, no caso dos híbridos, há uma redução de combustível que varia de 15% a 25% e a vida útil deles é duas vezes maior (cerca de 20 anos)

Transporte individual

O Segway HT, uma espécie de patinete elétrico, é um exemplo do transporte elétrico individual mostrado no VE 2006. Esse veículo é definido pelo fabricante como um meio de locomoção individual que funciona com o auto-equilíbrio do condutor. Ele é compacto, potente e tem autonomia para até 39 km.
Ecologicamente correto, funciona com duas baterias de lithium que podem ser facilmente recarregadas em qualquer tomada de 220v ou 110v. O Segway H é apresentado em seis modelos (City P113, Mult i180, Cross XT, Golf GT, Mult i180 Professional e Mult i180 Police) para diferentes aplicações: negócios, polícia e segurança, lazer, golf etc.

Demonstração de Célula de Combustível

A Brasil H2 apresenta, na exposição, o chassis do kart e a célula a combustível de 1 kW que será utilizada no projeto. A célula é a mesma utilizada nos veículos a hidrogênio da DaimlerChrysler, da Ford e alguns veículos da Honda, mas com potência menor. A empresa também fará, na Exposição VE 2006, uma demonstração prática de produção e uso do hidrogênio em células a combustível de hidrogênio educacionais. A demonstração será feita com kits que produzem hidrogênio a partir da energia solar e usam o combustível hidrogênio em pequenas células a combustível para acionar pequenos motores elétricos.

Outra curiosidade no estande da Brasil H2 é o menor posto e o menor veículo de hidrogênio do mundo. O público poderá conhecer, ainda, células a combustível de metanol direto, apreciar as fotos de veículos elétricos a hidrogênio (ônibus, automóveis, scooters, etc) e assistir a um vídeo animado sobre o projeto do Fórmula Brasil H2 e de veículos a hidrogênio filmados durante a Jornada Brasileira pelas estradas do hidrogênio da Califórnia, realizada no final do ano passado. O engenheiro eletricista Emilio Hoffmann Gomes Neto, 31 anos, fundador da Brasil H2 Fuel Cell Energy estará presente, autografando o livro "Hidrogênio, Evoluir Sem Poluir: a Era do Hidrogênio, das Energias Renováveis e das Células a Combustível".

Utilização no comércio e na indústria

A Still do Brasil, empresa que há 38 anos fabrica e comercializa empilhadeira e transpaleteira, mostra as empilhadeiras elétricas de contrapeso. São três modelos fabricados no Brasil: a R 20 (capacidade de carga de até 2.000 kg, altura de elevação de até 7.890mm, bateria tracionária de 48 Volts, direção hidráulica, sistema de controle eletrônico com 5 modos de operação e sistema de regeneração de energia); a R 60 (capacidade de carga de 1.600 kg a 5.000 kg, altura de elevação de até 7.780 mm, bateria tracionária de 80 Volts, sistema de regeneração de energia, freio de estacionamento e disponível nas versões corrente contínua ou corrente alternada) e a RX 50 (capacidade de carga de até 1.500kg, altura de elevação de até 6.370mm, bateria tracionária de 24 Volts, sistema elétrico digital , motor de tração trifásico 24V).

Pesquisas universitárias

As universidades também demonstram seus protótipos de carros elétricos no VE 2006. A equipe de professores alunos e colaboradores da faculdade de Design de Mauá, mostram o FADIM " FIO, primeiro colocado no concurso de engenharia automotiva na categoria Veículos Elétricos na Maratona da Eficiência Energética, realizada no final de julho, em Indaiatuba, interior de São Paulo e considerada o maior laboratório de automóveis da América do Sul.

O evento foi promovido pela CBA - Confederação Brasileira de Automobilismo - e teve como integrantes da comissão julgadora representantes da Petrobrás, Bosch, Michelin, Nsk, Autocad-Ugs, Powerburst e GM. O objetivo da Maratona foi avaliar os conceitos de engenharia dos carros projetados por diversos estudantes de todo o país e identificar qual deles é mais econômico ou atinge a maior eficiência energética

Os quesitos exigidos na competição em duas categorias de veículos super econômicos, Gasolina e Elétrico, questionavam alto desempenho em quilometragem e tecnologia aplicada aos projetos, com ênfase nas responsabilidades ecológicas e ambientais com a finalidade de promover o desempenho de veiculos limpos de emissão de poluentes.

Tendo o professor Leone Fragassi, do curso de Design, como chefe da equipe, o FADIM " FIO foi construído com materiais 97% recicláveis e é capaz de fazer uma incrível autonomia de R$ 0,01536 por quilometro. O veículo conta apenas com um minúsculo motor de ventilador de radiador de 300W e uma simples bateria de moto de 6 Amperes, fornecida pela CBA.

Outro veículo que será mostrado na exposição é o FEI X-17, um carro que segue a série dos super econômicos projetados e desenvolvidos por estudantes do curso de Engenharia Mecânica Automobilística da FEI (Fundação Educacional Inaciana). Só que, ao invés de economizar combustível, como os outros modelos que já atingiram cerca de 400 km com um litro de gasolina, o FEI X-17 tem o desafio de percorrer a maior distância possível até o carro ficar imóvel por falta de energia. O carro foi projetado por sete estudantes sob a coordenação do engenheiro e professor Ricardo Bock.

O FEI X-17 usa como fonte uma bateria de motocicleta com tensão de 12 volts e carga nominal de 6 ampères/hora. Com construção tipo monobloco, na qual até o banco do piloto faz parte da estrutura do veículo, o carro tem design inédito e foi totalmente construído em resina epóxi e reforçado com fibra de vidro e carbono, materiais que o tornam mais leve e resistente. O veículo utiliza motor de 400w de potência e pesa cerca de 35 kg.

O FEI X-17 conta com motor Bosch de 305W, é acionado por partida elétrica e alimentado por uma bateria de 12V. A transmissão é feita por corrente e rodas dentadas e o tanque de combustível tem capacidade para 250 ml . A carroceria é feita em fibra de carbono e o peso total do carro é de aproximadamente 35 kg. Ele conta com freios duplo, sendo que todo esse sistema de frenagem é em alumínio. As rodas são de Aro 20"" e os pneu são de uso específico são da Michelin. A velocidade máxima atingida pelo FEI X-17 é de 40 km/h.

Serviço:

VE 2006- 4° Seminário e Exposição de Veículos Elétricos
Realização: INEE - Instituto Nacional de Eficiência Energética
Fone: (21) 2532-1389

Informações e inscrições: www.ve.org.br

Fonte: Ateliê da Notícia
Del Valle Editoria
Contato: vininha@vininha.com

  
  

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