Exposição inédita em São Paulo apresenta réplicas fiéis de dinossauros

Referência mundial em zoologia e detentor do mais completo acervo da fauna neotropical do planeta - com cerca de 8 milhões de exemplares de animais -, o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo avança mais uma e

  
  

Referência mundial em zoologia e detentor do mais completo acervo da fauna neotropical do planeta - com cerca de 8 milhões de exemplares de animais -, o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo avança mais uma etapa em seu processo de modernização, iniciado há três anos, quando reabriu as portas ao público.

No dia 30 de maio, às 19h, em cerimônia reservada a convidados, inaugura uma nova ala em sua exposição permanente e amplia o acesso dos visitantes em áreas do prédio antes reservadas aos pesquisadores.

A exposição sem precedentes na história da cidade promete mexer com o imaginário de crianças e adultos. A partir de 31 de maio, o público poderá observar de perto modelos e réplicas fiéis de carnotauro, pterossauro, titanossauro, arqueopterix e o mais conhecido e temido de todos, o velocirraptor.

Muito numerosos na América do Sul, os gigantes viveram na região durante o período Cretáceo - entre 70 e 120 milhões de anos atrás - cuja presença é confirmada por centenas de registros oficiais.

Além de matar a curiosidade dos visitantes, a série de dinossauros inaugura um novo módulo da exposição permanente do Museu, chamado de `A Evolução do Vôo, que conta a origem do vôo e como surgiu, de forma independente, quatro vezes na história da evolução biológica.

Primeiro, pelos insetos, há cerca de 200 milhões de anos. Muito tempo depois, pelos dinossauros, a seguir pelas aves e bem mais recentemente pelos mamíferos (morcegos).

O roteiro expositivo destaca, já no hall de entrada, um imponente esqueleto de carnotauro, em tamanho natural, com 4 metros de altura por 7 metros de comprimento. Ao lado do velocirraptor e do arqueopterix, o carnotauro integra uma linhagem de dinossauros que deu origem às aves.

A réplica, construída a partir de fóssil original, foi adquirida do Museu de História Natural Bernardino Rivadavia, de Buenos Aires. Próximo ao carnotauro, um modelo de titanossauro ganha cenário especial, com elementos que reconstituem o seu habitat. Os principais atrativos da espécie herbívora são o pescoço muito longo e a altura, que pode chegar a 20 metros.

Tirando partido da arquitetura do prédio histórico e de seu pé direito alto, as escadarias , antes inacessíveis ao público , agora guiam os visitantes ao encontro de dois esqueletos de pterossauros que, pendurados no teto, parecem voar. Sublinhando uma ironia da evolução, eles não estão lá em cima por acaso: foram os primeiros não insetos capazes de alçar vôo. As réplicas se baseiam em exemplares fósseis encontrados na Bacia do Araripe (Ceará, Pernambuco e Piauí), maior área do mundo em concentração de fósseis de pterossauros.

Já o temível velocirraptor, retratado assustadoramente em Jurassic Park, apresenta-se numa versão real e científica, com a metade do tamanho em que aparece no filme e boa parte do corpo coberta de penas, como o mais recente fóssil encontrado.

`Spielberg dobrou o tamanho do velocirraptor por uma questão dramática`. explica o diretor do Museu de Zoologia da USP, Carlos Roberto Brandão.

Completando a série está a reconstituição do arqueopterix, primeiro dinossauro que apresentou penas e asas e que possui características comuns aos répteis e às aves.

Dos répteis, ele tem a cauda muito longa, dentes, membros anteriores com dedos terminados em garras e vértebras não-fundidas. Das aves, nota-se a presença de penas no corpo todo e da fúrcula (`ossinho da sorte`).

Segundo a diretoria do Museu, as novidades estão apenas começando. `O módulo `A evolução do vôo` ganhará em breve novos elementos, previstos para completar a história do surgimento do vôo entre os animais, sob o ponto de vista científico`, explica Brandão.

Recentes aquisições enriquecem exposição de longa duração:

Além dos dinossauros, o Museu de Zoologia acaba de agregar outras espécies à sua exposição de longa duração que, no decorrer de três anos, vem recebendo um crescente número de visitantes de todas as idades e partes do mundo.

Entre os animais já extintos, mais um tigre-dente-de-sabre chega para fazer par com exemplar semelhante. Também uma famosa atração foi realocada no espaço expositivo, e agora pode ser conferida com mais visibilidade: a igualmente extinta preguiça-gigante, de quase quatro metros.

Integrantes da megafauna , grupo constituído pelos grandes mamíferos , o tigre e a preguiça começaram a aparecer há mais de um milhão de anos, e foram extintos há mais ou menos 10 mil anos, no final da última glaciação.

Uma vitrina de primatas com esqueletos originais de chimpanzé, gorila, orangotango e humano, adquiridos em comodato com o Museu de Arqueologia e Etimologia da USP, também passa a integrar o acervo em exposição, exemplificando um curioso retrato evolutivo.

`O impacto desta vitrina está na descoberta do que todos nós já sabemos, e que nos esquecemos: o homem também é animal`, comenta Brandão.

Galeria de Exposições Temporárias inaugura `Destaques do Acervo`:

Primeira de uma série,mostra paralela apresenta crânios de mamíferos com cornos e chifres. De 31 de maio a 28 de agosto.

Sob a curadoria do mastozoólogo (estudioso de mamíferos), Mario de Vivo, a Galeria de Exposições Temporárias do Museu abre a mostra `Um acervo, muitas visões`, revelando novas riquezas e seus objetos de investigações.

A idéia é oferecer múltiplas visões, científicas ou mitológicas, sobre a relação entre seres humanos e outros animais. A coleção de crânios de mamíferos com chifres e cornos reúne cerca de 20 exemplares, de espécies e procedências distintas.

Os visitantes poderão entender a diferença entre cornos e chifres, e o papel destas estruturas em combates e como canais de comunicação, capazes de exibir mensagens a outros animais.

`Um predador enxerga nos chifres e cornos o quanto uma possível presa pode ser perigosa, enquanto animais de uma mesma espécie são capazes de perceber sinais de maturidade e saúde dependendo do desenvolvimento e aparência da estrutura`, exemplifica Mario de Vivo.

Outra constatação é a de que as espécies herbívoras, ao contrário do que se imagina, são animais pacíficos apenas pelo fato de não atacarem outros grupos em busca de alimento.

A presença de cornos ou chifres nesses exemplares pode ser um sinal de grande força em situações de luta por fêmeas ou territórios.

Serviço:
Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo
Avenida Nazaré, 481 - Ipiranga
São Paulo - SP -Tel (11) 6165-8100
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10 às 17 horas

Fonte: Clara Comunicação

São Paulo

  
  

Publicado por em

Kika

Kika

11/01/2009 15:05:23
adorei!
pois era isso que eu estava procurando!