Feromônio sintético pode acabar com o bicudo na lavoura de cana

A solução para o controle de animais que comem centenas de hectares de plantações de cana-de-açúcar pode estar próxima. O grupo de estudo coordenado pelo químico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Paulo Zarbin, sintetizou pela primeira vez um ferom

  
  

A solução para o controle de animais que comem centenas de hectares de plantações de cana-de-açúcar pode estar próxima. O grupo de estudo coordenado pelo químico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Paulo Zarbin, sintetizou pela primeira vez um feromônio , substância responsável pela comunicação química dos animais , da broca da cana (Sphenophorus levis, conhecido como bicudo), com a intenção de usá-lo contra os bichos, de forma a desconstruir seu ciclo biológico.

O bicudo se alimenta da planta e reduz drasticamente a produtividade de plantações em áreas infestadas. Usando o feromônio conhecido como (S)-2-metil-4-octanol, o inseto macho que encontrar uma fonte de alimento (como a plantação de cana) pode deixar uma espécie de sinal químico para que seus amigos também encontrem a comida, o que garante a sobrevivência da espécie - um fenômeno que é conhecido na comunidade científica como `agregação`.

Por meio da forma sintética da substância, produzida na UFPR, um agricultor pode empregar o feromônio como `isca`, fica fácil fazer armadilhas para as quais os insetos indesejados sejam convocados bioquimicamente.

O uso dos feromônios é considerado uma opção mais limpa de controle da praga, já que não envolve inseticidas ou outras substâncias que possam causar dano ao homem ou ao meio ambiente.

Fonte: Radiobras


  
  

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