Fundo vai permitir a conservação eterna da Amazônia

A conservação eterna da Amazônia deixará, até 2012, de ser uma promessa e passará a ser realidade. Isso graças a um fundo fiduciário de US$ 260 milhões que vai garantir a conservação de 41 milhões de hectares da Amazônia brasileira garantindo assim a cons

  
  

A conservação eterna da Amazônia deixará, até 2012, de ser uma promessa e passará a ser realidade. Isso graças a um fundo fiduciário de US$ 260 milhões que vai garantir a conservação de 41 milhões de hectares da Amazônia brasileira garantindo assim a conservação ambiental de uma extensão quase do tamanho do estado da Bahia ou da Espanha e equivalente a 12% do total da floresta amazônica. Os recursos virão através do projeto Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

Iniciado em 2002 pelo Ministério do Meio Ambiente em conjunto com a ong WWF, o projeto pretende, em dez anos, ter estabelecido Unidades de Conservação que tenham recursos de manutenção para toda a vida.

A superintendente de Conservação do WWF, Rosa Lemos Sá, deu a boa notícia no dia 19/8, em Cuiabá/MT, durante o Seminário Unidades de Conservação - Desafios e perspectivas da política de Conservação de Mato Grosso, no Sesc Arsenal, na capital.

A superintendente explicou que, como um dos grandes problemas enfrentados pelas Ucs criadas é a falta de recursos para manutenção e proteção, o projeto vai permitir que esta situação seja revertida com a preservação de recursos.

Para isso foram consultados economistas que criaram um mecanismo de rendimentos que sempre vai ajudar na conservação destas áreas.

`Economistas informaram que este valor [US$ 260 milhões] sendo aplicado com rendimentos de 7% ao ano, trará fundos suficiente para garantir a manutenção das Ucs indefinidamente`, afirmou.

Quem ganha com isso não é só o Brasil, mas todo o mundo já que o ARPA vai proteger áreas representativas das 23 ecoregiões do bioma Amazônia, incluindo os vários tipos de paisagens e recursos genéticos, bem como da diversidade de comunidades locais que poderão se beneficiar do Programa.

O ARPA tem um custo estimado de US$ 395 milhões para os próximos 10 anos. Cerca de US$ 81,5 milhões serão gastos na Fase I, com duração de quatro anos.

Desse montante US$ 18,1 milhões são do governo brasileiro, outros US$ 30 milhões do Global Environment Found (GEF - Fundo Mundial para a Natureza), US$ 16,5 milhões do WWF, US$ 14,4 milhões da agência bilateral alemã Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), e US$ 2,5 milhões de outros doadores.

O Banco Mundial e o WWF se comprometeram ainda a captar outros US$ 70 milhões cada um para ajudar a custear os objetivos de longo prazo do Programa.A Fase I do Programa ARPA irá criar, até 2006, um total de 90 mil km2 de novas áreas protegidas para uso restrito, tais como parques nacionais e reservas biológicas, além de outros 90 mil km2 de novas áreas de desenvolvimento sustentável, tais como as reservas extrativistas, de forma a viabilizar a vida das comunidades locais.

O número e a localização dessas novas áreas serão definidos com base nas prioridades de conservação estabelecidas no Programa Nacional de Biodiversidade - Probio.

Além disso, nesta primeira fase o ARPA implementará 70 mil km2 de áreas protegidas já existentes, beneficiando assim 20 parques e reservas.

A Fase I do Programa aumenta de 4% para 8,4% a área total de floresta protegida na Amazônia brasileira. As demais fases que se seguem referem-se aos 12% restantes do objetivo total fixado para 2012.

Com todo estes trabalhos estarão protegidos: a Bacia do Rio Amazonas, maior fonte de água doce do mundo com mais de mil rios que atravessam a floresta e a bacia abrange uma área de 8 milhões de km2 distribuídos em 9 países da América do Sul; grandes estoques de madeira, borracha, castanha do Pará, peixes, minerais, plantas das quais se extraem essências e óleos de uso medicinal, cosmético e para alimento; 350 espécies diferentes de mamíferos, tais como onças, preguiças, pacas e inúmeros primatas, 950 espécies de aves, tais como araras e águias; 2 mil espécies de peixes de água doce; 2,5 milhões de espécies de insetos.

O projeto vai permitir ainda estabelecer um sistema participativo aberto às comunidades locais e outras partes interessadas no processo decisório relativo à criação e implementação de áreas protegidas e um sistema de monitoramento e avaliação da biodiversidade em âmbito do parque ou reserva e também em nível regional.

`O ARPA é uma parceria histórica e oportunidade única para se investir em conservação e proteção da área amazônica mais importante do mundo. Não é um sistema perfeito, mas é o melhor projeto que atua nesse sentido atualmente`, enfatizou.

Fonte: ICV

  
  

Publicado por em

Davis Moreno

Davis Moreno

29/05/2009 16:52:03
Esse fundo é um grande avanço para a conservação efetiva da Amazônia.
Esta iniciativa tambem poderia ser utlizada para a conservação de outros biomas, como o da Mata Atlantica. Já existe alguma iniciativa assim fora da amazônia?