Garapa poderá ser vendida nos supermercados e também ser exportada

Caldo de cana com suco de abacaxi, limão ou maracujá, pronto para beber, poderá chegar em breve às prateleiras dos supermercados no Brasil e também no exterior. De acordo com os resultados de uma pesquisa desenvolvida no Laboratório de Frutas, Hortaliças

  
  

Caldo de cana com suco de abacaxi, limão ou maracujá, pronto para beber, poderá chegar em breve às prateleiras dos supermercados no Brasil e também no exterior. De acordo com os resultados de uma pesquisa desenvolvida no Laboratório de Frutas, Hortaliças e Produtos Açucarados da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a industrialização do produto é uma boa alternativa para evitar a rápida fermentação e a falta de higiene durante a extração do produto, que favorece a proliferação de microrganismos prejudiciais à saúde.

Quando extraído in natura o caldo de cana entra em contato com o oxigênio e acaba escurecendo rapidamente. Para ser industrializado, o produto precisa passar por um processo brando de clarificação, semelhante ao utilizado na produção de açúcar.

`Trata-se de uma associação entre aquecimento e mudanças de PH da bebida para gerar a alcalinização do caldo, com a adição de doses de policloreto de alumínio`, disse a engenheira agrônoma Patrícia Prati, responsável pelo estudo, à Agência FAPESP.

`Depois desse processo, adicionamos o suco de frutas ácidas e o caldo passa por um processo final de pasteurização e refrigeração, para que o líquido seja conservado por mais tempo.`

Com a tecnologia é possível manter o caldo de cana nas prateleiras com uma validade média de seis meses, segundo Patrícia. O objetivo agora é que alguma empresa adote a tecnologia para que o produto seja engarrafado e comercializado em supermercados.

`O produto desenvolvido na pesquisa obedece todas as normas estabelecidas pelos ministérios da Saúde e da Agricultura`, disse.

Entre as vantagens em se industrializar o caldo de cana está o fato de a bebida poder ser encontrada nas prateleiras em qualquer época do ano, independentemente do período da safra, além da possibilidade de ser vendida no exterior e em outros Estados brasileiros que não contam com plantações de cana.

A pesquisa de Patrícia foi apresentada na tese de doutoramento Desenvolvimento de Processos para Estabilização de Caldo de Cana Adicionado de Sucos de Frutas Ácidas, apresentada junto à FEA/Unicamp, orientada pelo professor Roberto Hermínio Moretti.

Fonte: FAPESP


  
  

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