Governo do Paraná lançou a campanha de prevenção contra a disseminação do mexilhão dourado

Ecossistemas paranaenses e centrais geradoras de energia estão sob a ameaça de uma autêntica praga: o mexilhão dourado (Limnoperna fortunei), molusco de água doce, originário do sudeste asiático e que foi acidentalmente introduzido na América do Sul, prov

  
  

Ecossistemas paranaenses e centrais geradoras de energia estão sob a ameaça de uma autêntica praga: o mexilhão dourado (Limnoperna fortunei), molusco de água doce, originário do sudeste asiático e que foi acidentalmente introduzido na América do Sul, provavelmente na água de lastro dos navios.

O Governo do Paraná lançou na sexta-feira (28/2) a campanha de prevenção contra a disseminação do mexilhão dourado no Estado. A iniciativa partiu da Copel - Companhia Paranaense de Energia, Itaipu Binacional, Duke Energy - Geração Paranapanema e Tractebel Energia, com o apoio técnico do Lactec – Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento, de Curitiba, e UFPR - Universidade Federal do Paraná.

Serão distribuídos folhetos informativos a pescadores e usuários de pequenas embarcações contendo dicas e recomendações para evitar que essas pessoas transformem seus barcos e apetrechos de pesca, sem saber, em veículos de transporte do mexilhão dourado dentro das grandes bacias hidrográficas do Paraná.

A presença do mexilhão já foi detectada no rio Paraná, com risco de dispersão para seus afluentes, e há informações de que ele já foi encontrado também na região do Pantanal Matogrossense e no rio Guaíba, no Rio Grande do Sul. A rapidez com que o organismo se prolifera representa um sério risco de danos ambientais e também econômicos.

A larva do mexilhão se fixa e cresce em superfícies submersas como cascos e motores de barcos, materiais de pesca, tubulações de água não tratada, rochas, concreto, troncos de árvore e outros materiais. A partir daí, passa a se reproduzir numa velocidade assombrosa, multiplicando-se ao ponto de comprometer ou inviabilizar a operação de sistemas de captação de água e de refrigeração, filtros e comportas.

Entre os danos e prejuízos que a proliferação do mexilhão dourado é capaz de acarretar estão a obstrução de tubulações destinadas à captação de água para abastecimento da população e para sistemas de resfriamento em indústrias e usinas elétricas, e redução da capacidade de escoamento em sistemas de drenagem de águas pluviais, aumentando o risco de inundações nas cidades.

Sob o ponto de vista ambiental, as alterações e mudanças provocadas pelo mexilhão nos ecossistemas onde ele se estabelece somente poderão ser conhecidas e avaliadas com o passar dos anos.

Fonte: AssCom do Gov. do Paraná

  
  

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