Governo e sociedade civil discutem propostas para Bonn

Sob a coordenação do Vitae Civilis e do Greenpeace, representantes dos diversos setores envolvidos na questão da geração de energia, reuniram-se hoje em São Paulo para analisar as dificuldades e possibilidades que a Conferência de Bonn oferece para a intr

  
  

Sob a coordenação do Vitae Civilis e do Greenpeace, representantes dos diversos setores envolvidos na questão da geração de energia, reuniram-se hoje em São Paulo para analisar as dificuldades e possibilidades que
a Conferência de Bonn oferece para a introdução das fontes renováveis na matriz energética brasileira.

A Conferência de Bonn, marcada para a próxima semana, é uma iniciativa do governo da Alemanha, que busca o aumento substancial da parcela de fontes renováveis na geração de energia, e do financiamento público e privado, entre outros objetivos.

Como resultados esperados da Conferência estão, além de uma declaração política, um programa de ações, que inclua compromissos de governos, de organizações internacionais e demais atores interessados, e recomendações de políticas públicas a serem implementadas em cada país.

`O seminário foi uma oportunidade de interação de vários setores na identificação de obstáculos e oportunidades para o fomento das renováveis, priorizando o aspecto da sustentabilidade`, disse Rubens Harry Born, coordenador executivo do Vitae Civilis (Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz).

`Renováveis são o único caminho para o desenvolvimento sustentável. Não precisamos de apenas bons papéis, mas sim de projetos e recursos para fazer essa revolução acontecer`, afirmou Marcelo Furtado, coordenador de políticas públicas para a América Latina e o Caribe, do Greenpeace.

`A nossa proposta é acima de tudo um instrumento operacional para realmente alavancar as renováveis. Estamos sugerindo que o Banco Mundial e outras instituições financeiras transfiram 10% dos recursos que hoje são investidos em energias fósseis para as fontes renováveis`, destacou José Goldemberg, secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

`As renováveis criam um grande número de novos empregos, movimentam a economia, complementam o suprimento de energia durante os períodos de seca, evitam novas emissões de poluentes para a atmosfera e abrem para o Brasil o mercado de certificados de carbono`, ressaltou Maurício Tolmasquin, ministro Interino de Minas e Energia.

`O Brasil precisa desenvolver capacidade tecnológica interna para que a atual diferença de preços entre renováveis e fósseis não seja tão dramática e possa ser rapidamente superada`, apontou Cláudio Langone, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente.

O seminário `Diálogo entre Indústria, Governos e Sociedade Civil para a Ampliação do Uso de Energia Renovável`, contou ainda com a presença do ambientalista Fábio Feldmann; do representante do Itamaraty, Ministro Everton Vargas; do Senador pelo Acre, Sibá Machado; da representante do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Cristina Montenegro; do Embaixador da Alemanha no Brasil, Uwe Kaestner; do cooordenador-executivo do IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor), Sezifredo Paz; do Presidente da Abrava (Associação Brasileira de Equipamentos de Ventilação e Condicionamento Ambiental), Carlos Faria; e do Diretor da Ecoinvest, Carlos Mathias Martins Júnior.

Fonte: Greenpeace

  
  

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