Governo Federal quer desenvolver aqüicultura no Pontal do Paranapanema

Um programa do governo federal com participação do governo paulista pretende desenvolver a aqüicultura (cultivo de organismos aquáticos, a exemplo dos peixes) como alternativa para mais de 6 mil assentados do programa de reforma

  
  

Um programa do governo federal com participação do governo paulista pretende desenvolver a aqüicultura (cultivo de organismos aquáticos, a exemplo dos peixes) como alternativa para mais de 6 mil assentados do programa de reforma agrária, em uma das regiões com o maior número de conflitos agrários do país, o Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do estado de São Paulo.

O projeto é uma iniciativa da Seap - Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República e tem apoio de o Incra - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e do Itesp - Instituto de Terras do Estado de São Paulo.

“Esse tipo de parceria vai garantir o desenvolvimento da atividade na região, com o envolvimento das associações de municípios, prefeituras, Organizações Não-Governamentais e o governo do estado”, disse o ministro da Pesca e Aqüicultura, Altemir Gregolin.

Ele esteve nesta quinta-feira (15) no município de Teodoro Sampaio, no Pontal, para inaugurar um posto avançado da Seap, que visa promover o desenvolvimento da aqüicultura nas cidades daquela área.

“Seguramente, a produção de peixes na região vai se constituir em uma importante fonte de renda e vai dinamizar a economia na região do Pontal do Paranapanema”.

De acordo com o ministro, estudos feitos pela Seap e pela Unesp - Universidade do Estado de São Paulo estimam que a produção de peixe poderá chegar a 20 mil toneladas em um prazo de três anos. Segundo a secretaria, a produção paulista é de 55 mil toneladas por ano.

Gregolin disse, ainda, que a demarcação do lago de Ilha Solteira, onde foram investidos mais de R$ 600 mil, está em estágio avançado. “A partir da conclusão dos estudos em maio, já teremos condições de fazer o licenciamento de outorga da Agência Nacional de Águas (ANA) e entregar os títulos de cessão de águas para uso dos produtores, que é o processo final", explicou.

"Ou seja, cada produtor vai receber um título que lhe dará o direito de usar aquele pedaço de água, de um ou dois hectares, por 20 anos. O produtor terá segurança para investir e o banco de conceder o crédito”.

Segundo o ministro, a produção experimental de peixes em tanques-rede com o aproveitamento das águas das barragens já começou.

“Iniciamos a produção em fase experimental por meio destas unidades demonstrativas nos municípios de Rosana, Taquaruçu e Sérgio Motta”, disse, acrescentando que a partir de agosto ou setembro de 2007 haverá condições de comercializar efetivamente os peixes.

O posto avançado da Seap terá com três técnicos, que devem fazer estudos e elaborar projetos de desenvolvimento da pesca e da piscicultura em taques e lagos da região, onde se localizam lagos como o de Sérgio Motta, Xavantes e Taquaruçu e rios como o Paraná e Paranapanema.

Fonte: Renato Brandão/Agência Brasil

Editoria: Guto Bertagnolli

  
  

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