Governo fluminense lançou campanha para proteger a cultura da banana

Apesar de o Rio de Janeiro ser considerado `Área Livre de Sigatoka Negra`, pelo Ministério da Agricultura, o Governo do Estado está promovendo uma campanha contra a doença da cultura da banana. A Sigatoka Negra pode ocasionar a perda de 100% da produção e

  
  

Apesar de o Rio de Janeiro ser considerado `Área Livre de Sigatoka Negra`, pelo Ministério da Agricultura, o Governo do Estado está promovendo uma campanha contra a doença da cultura da banana. A Sigatoka Negra pode ocasionar a perda de 100% da produção e possível destruição das plantações.

A campanha é realizada a cada seis meses e conta com ações de controle da doença, como inspeções e promoção de barreiras sanitárias para evitar que carregamentos da fruta, provenientes de outros estados, tragam a doença para o Rio de Janeiro.

Durante um mês, técnicos da Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal da SEAAPI - Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior orientam os produtores e comerciantes a não transportar e comprar cargas ou materiais vegetais vindos de outros estados sem a documentação necessária. Também são realizadas palestras de conscientização dos produtores, tratando, inclusive, das formas de prevenção.

O Estado conta com uma pequena coleção de plantas, comprovadamente resistentes, caso haja necessidade de multiplicação do material genético para programas de cruzamento.

O trabalho faz parte de um conjunto de ações que têm o objetivo de garantir a permanência da espécie e proporcionar a subsistência das centenas de agricultores, além de oferecer aos consumidores produtos de boa qualidade.

O fungo causador da Sigatoka Negra é o Mycosphaerella fijienses e é originário das Ilhas Fiji. Ele chegou ao Brasil no final dos anos 90, vindo da América Central, e atualmente está disseminado na região Norte e no estado de Mato Grosso. O principal meio de propagação do fungo é o ar.

As épocas de ventania são favoráveis a epidemias, principalmente quando o vento é associado à temperatura amena e períodos úmidos e chuvosos. Qualquer material vegetal (mudas, frutos ou folhas) ou de transporte (caixas, sacos e outros) vindo de áreas onde a doença ocorre, pode fazer a disseminação em longa ou curta distância.

A bananicultura é uma das principais explorações agrícolas do Estado, com cerca de 23 mil hectares de área cultivada. Segundo o secretário de Agritultura, Christino Áureo, as propriedades com pomares de bananas estão sendo monitoradas permamentemente e, em sinal da presença do fungo causador, o material é colhido e levado para análise.

Nos postos fixos e em barreiras móveis também estão sendo executadas, rotineiramente, fiscalizações para obrigar a apresentação do documento sanitário de Permissão de Trânsito de Vegetais, o PTV, das cargas oriundas de outros estados, bem como a inspeção do carregamento.

Fonte: Agência Brasil

  
  

Publicado por em