Greenpeace coleta poeira em gabinetes de deputados em Brasília

O Greenpeace recolhe na quarta-feira (03/12) amostras de poeira no gabinete de alguns deputados federais e um senador, em Brasília (DF). Como parte das atividades da Campanha Veneno Doméstico, o pó recolhido será enviado para análise das substâncias quími

  
  

O Greenpeace recolhe na quarta-feira (03/12) amostras de poeira no gabinete de alguns deputados federais e um senador, em Brasília (DF). Como parte das atividades da Campanha Veneno Doméstico, o pó recolhido será enviado para análise das substâncias químicas ao laboratório holandês TNO, um dos mais capacitados no mundo para essa tarefa.

Os políticos, como Edson Duarte (PV-BA), participarão da campanha do Greenpeace porque percebem a gravidade do problema da contaminação doméstica e acreditam que é necessário tomar uma medida que reverta a situação.

A contaminação ocasionada pelo uso de diversas substâncias químicas tóxicas na fabricação de produtos de uso cotidiano, pode ocorrer tanto nas residências quanto nos ambientes de trabalho, como os gabinetes dos deputados em Brasília.

Ali encontram-se produtos que podem conter alguns desses compostos, como pisos e revestimentos, equipamentos eletrônicos,cabos elétricos, e produtos de limpeza ou de higiene pessoal.

O Greenpeace já coletou poeira em residências de voluntários nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul,selecionadas de um universo de 300 inscritos. A coleta foi iniciada em 13 de novembro e deve ser encerrada nesta quarta.

O objetivo da campanha é, no primeiro momento, detectar a presença de elementos tóxicos nocivos para a saúde e o meio ambiente na poeira doméstica. Com isso, o Greenpeace pretende chamar a atenção da população para o fato de que substâncias tóxicas utilizadas na fabricação de tapetes, televisores, brinquedos e cosméticos, podem estar contaminando as pessoas dentro de suas próprias casas ou ambientes de trabalho.

Na Europa, o Greenpeace coletou amostras de poeira doméstica em residências do Reino Unido, França, Espanha,Dinamarca, Suécia e Finlândia, e a análise do material, realizada por laboratórios independentes, revelou quantidades significativas de diversas substâncias tóxicas.

`Essas substâncias podem causar disfunções nos sistemas reprodutor e imunológico, sendo que algumas delas são potencialmente cancerígenas`, afirma o coordenador da Campanha de Substâncias Tóxicas do Greenpeace, John Butcher.

O Greenpeace quer que alguns princípios e diretrizes sejam incorporados na futura política nacional de segurança química que está sendo discutida atualmente. A demanda da organização é que ela incorpore os Princípios da Substituição (banimento das substâncias tóxicas, substituindo-as por alternativas não tóxicas), da Precaução (na dúvida sobre o risco de determinada
substância, ela não deve ser desenvolvida ou usada) e o conceito do Direito à Informação (todos nós temos o direito de saber o que o produto que compramos realmente contém, e quais são os riscos reais ou potenciais das substâncias utilizadas em sua fabricação).

`Somente com uma legislação rígida, aliada a programas de incentivo, mais a aplicação de mecanismos de
fiscalização, será possível evitar que estejamos expostos a substâncias tóxicas diariamente`, diz John Butcher.

Outra demanda do Greenpeace é para que o Congresso Nacional ratifique ainda este ano a Convenção de Estocolmo, tratado internacional que estipula o banimento inicial de 12 substâncias tóxicas, os `12 sujos`. A ratificação é o ato de transformar em lei o texto dessa convenção.

O Greenpeace disponibilizará uma ciberação no site,
em breve, pela qual os internautas poderão enviar uma mensagem a diversos senadores, solicitando a rápida ratificação da convenção.

LOCAL DAS COLETAS

Quarta-feira, 03/12

Coleta 1

- Horário: 14h
- Endereço: Gabinete 535, anexo IV (deputado Edson Duarte, PV-BA)

Fonte: Assessoria de Imprensa do Greenpeace

  
  

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