Greenpeace critica retomada de projeto nuclear

Diante das declarações do presidente da Eletrobrás, Luis Pinguelli Rosa, de que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), do Ministério de Minas e Energia, estaria adotando medidas para a retomada do programa nuclear brasileiro, o Greenpeace mani

  
  

Diante das declarações do presidente da Eletrobrás, Luis Pinguelli Rosa, de que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), do Ministério de Minas e Energia, estaria adotando medidas para a retomada do programa nuclear brasileiro, o Greenpeace manifesta sua preocupação pela maneira autoritária como uma questão de vital importância para o país teria sido tomada.

O anunciado reajuste do subsídio a ser pago pela energia nuclear transforma todos os cidadãos das regiões Sul e Sudeste em `acionistas` de uma futura usina nuclear Angra 3 - sem que o governo os tenha consultado.

A Eletronuclear é uma empresa deficitária por ser superdimensionada e por lidar com uma forma de energia muito onerosa no mundo todo. Apenas para existir, a Eletronuclear consome 1 milhão de reais por dia.Não é mais preciso dizer que as usinas nucleares são inseguras, sujas, caras e ultrapassadas.

O que surpreende o Greenpeace é a forma arrogante e autoritária como um grupo limitado de pessoas está decidindo quais os riscos e custos a que milhões de brasileiros estarão sujeitos, e como bilhões de reais do orçamento público serão gastos, e sem qualquer consulta à sociedade.

Tal atitude rompe com os compromissos do governo Lula de ouvir os apelos da sociedade civil por uma maior transparência e uma participação direta na tomada de decisões.

Tal atitude também desrespeita e atropela a Câmara dos Deputados, que deverá realizar em breve uma audiência pública sobre o programa nuclear brasileiro.

Por fim, em outra atitude condenável, o governo exonerou do CNPE a maior autoridade em assuntos energéticos do país (o Professor José Goldemberg, considerado dissonante do resto do conselho).

`O Greenpeace agora espera que o governo Lula corrija o rumo e retome o caminho dos investimentos em energias limpas e renováveis, que garantam um desenvolvimento sustentável para o país.

Por enquanto só podemos condenar essas últimas medidas que vão contra o discurso democrático apregoado desde o início do atual governo `, afirmou Sérgio Dialetachi, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace Brasil.

Fonte: Greenpeace

  
  

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