Greenpeace devolveu conta de energia nuclear para o Governo Federal

No dia em que o mundo todo lembrou a explosão da bomba atômica de Hiroshima, o Greenpeace foi até a sede da Eletrobrás alertar para os verdadeiros custos da energia nuclear e pedir ao governo brasileiro que desista do projeto de construção da usina Angra

  
  

No dia em que o mundo todo lembrou a explosão da bomba atômica de Hiroshima, o Greenpeace foi até a sede da Eletrobrás alertar para os verdadeiros custos da energia nuclear e pedir ao governo brasileiro que desista do projeto de construção da usina Angra 3.

Ativistas da entidade entregaram ao diretor financeiro e presidente interino da estatal, Alexandre Magalhães, uma enorme conta de luz, endereçada ao povo brasileiro, no valor de 2,5 bilhões de dólares. Ao centro da conta via-se a marca de um carimbo que dizia `recusada`. Os ativistas estavam acompanhados da imprensa.

Antes de ser entregue à empresa, a enorme conta compôs um cenário para a aparição de um cogumelo atômico estilizado que lembrou a origem trágica da era nuclear em Hiroshima e Nagasaki, e a relação íntima entre usinas nucleares e armas atômicas. Em meio a muita fumaça, ativistas deitaram no chão para simular terem sido atingidos por uma explosão nuclear.

`Estão nos transformando em acionistas dessas usinas nucleares. Desde o mês passado, sem que saibam ou tenham sido consultados, todos os consumidores das regiões Sul e Sudeste estão pagando cerca de 0,3% de suas contas mensais de luz para cobrir o rombo da indústria nuclear. Esta foi uma decisão tomada em surdina e sem a menor participação da sociedade brasileira`, disse Sérgio Dialetachi, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace Brasil.

`Aproveitamos esta data para lembrar ainda que, além de inseguras, sujas, ultrapassadas e caras, as usinas nucleares sempre estiveram envolvidas em projetos militares paralelos. Basta lembrar que o primeiro reator em escala comercial da Humanidade, o da Universidade de Chicago, de 1942, serviu de base para pesquisas das bombas atômicas que destruíram Hiroshima e Nagasaki três anos mais tarde, matando mais de 200 mil pessoas`.

Em Porto Alegre, voluntários do Greenpeace foram até o Parque Farroupilha levando o recado `Quem planta Angra 3, colhe Hiroshima`. Alguns dos ativistas vestiram macacões e máscaras, para alertar sobre os riscos que uma usina nuclear pode oferecer às pessoas. Eles também recolher am assinaturas para o abaixo- assinado contra a construção de Angra 3, e distribuir cata-ventos e folhetos explicativos do posicionamento do Greenpeace a respeito do assunto. A entidade defende a utilização de fontes renováveis de energia como a solar e a eólica.

As manifestações de hoje, que fazem parte da programação especial preparada pelo Greenpeace para a Semana `Hiroshima Nunca Mais`, deram continuidade à campanha `Angra 3 Não! Energia Renovável Já!`, lançada durante o Fórum Social Mundial 2003, em Porto Alegre.

Desde então, o Greenpeace vem coletando assinaturas contra a construção de Angra 3 em cartões que serão entregues ao Presidente Lula em breve. Por meio de nosso site, o Greenpeace tem promovido uma ciberação, em que internautas podem enviar suas manifestações contra a retomada do programa nuclear brasileiro para várias autoridades do governo federal.

Fonte: Ass. Imprensa Greenpeace Brasil

  
  

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