Greenpeace protesta contra a intenção da construção de nova usina atômica no país

Na manhã do dia 24 de setembro,quarta-feira, ativistas do Greenpeace protestaram contra a intenção de setores do governo Lula de construir uma nova usina atômica no país. A manifestação foi realizada durante uma audiência pública sobre o programa nuclear

  
  

Na manhã do dia 24 de setembro,quarta-feira, ativistas do Greenpeace protestaram contra a intenção de setores do governo Lula de construir uma nova usina atômica no país. A manifestação foi realizada durante uma audiência pública sobre o programa nuclear brasileiro, na Câmara dos Deputados.

Sem ser identificados, os ambientalistas sentaram-se junto aos demais ouvintes da audiência, até o momento em que o presidente da Eletronuclear, Zieli Dutra Thomé Filho, iniciou o seu pronunciamento em defesa da construção da usina Angra 3.

Portando enormes fotos de crianças e fetos malformados, gerados após a explosão da central nuclear ucraniana de Chernobyl de 1986, os ativistas do Greenpeace deixaram claro quais podem ser as consequências da retomada da aventura nuclear brasileira.

`Usinas nucleares são inseguras, caras, ultrapassadas e sujas`, disse o diretor-executivo do Greenpeace, Frank Guggenheim.

`Ao mostrarmos o horroroso legado da explosão de Chernobyl, que resultou em cerca de 3,5 milhões de vítimas oficiais, queremos alertar a sociedade para os riscos a que uns poucos políticos e empresários, com interesses bastante distantes dos da nossa população, querem submeter milhões de brasileiros`, afirmou.

Frank Guggenheim foi convidado a participar da audiência pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

O Greenpeace propõe que, em vez de gastar outros bilhões de dólares na construção de uma nova usina nuclear, indústria considerada obsoleta na maioria dos países desenvolvidos e que pouco contribuirá para a matriz energética brasileira, o governo incentive fontes de energia renováveis e limpas como a eólica, a de biomassa e a solar, usando tecnologia nacional, formando fábricas para a produção de equipamentos, gerando empregos e trazendo divisas para o país.

Fonte: Greenpeace

  
  

Publicado por em