Greenpeace protesta contra milho transgênico da Bayer

O Greenpeace realizou hoje um protesto pacífico em frente à sede da Bayer CropScience, em São Paulo. Cerca de 30 ativistas da organização ambientalista isolaram simbolicamente a sede da empresa com uma fita zebrada dizendo &ldq

  
  

O Greenpeace realizou hoje um protesto pacífico em frente à sede da Bayer CropScience, em São Paulo. Cerca de 30 ativistas da organização ambientalista isolaram simbolicamente a sede da empresa com uma fita zebrada dizendo “área contaminada”, simularam uma plantação de milho no jardim e colaram uma faixa no prédio com os dizeres “Milho transgênico: no nosso prato não!”.

A atividade teve como objetivo pressionar a empresa para que retire da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) o pedido de liberação comercial de seu milho transgênico Liberty Link.

O processo de liberação dessa variedade geneticamente modificada está na pauta da reunião da CTNBio, que começa amanhã em Brasília.

Após a atividade, a Bayer não se posicionou sobre as evidências do risco do milho transgênico. Representantes da empresa apenas apresentaram ao Greenpeace uma carta informando que a variedade está em avaliação na CTNBio. Por isso, a organização ambientalista encaminhou uma denúncia à CTNBio, solicitando um posicionamento sobre o assunto.

O milho transgênico Liberty Link recebeu um gene artificial de bactéria para ser resistente ao agrotóxico glufosinato de amônio – também fabricado pela Bayer e conhecido comercialmente pelo nome Basta.

No início de novembro, o Greenpeace enviou documentos à CTNBio sobre os possíveis impactos do milho Liberty Link para a saúde e o meio ambiente. Os documentos mostram que a quantidade de resíduo de agrotóxico no milho transgênico é muito maior do que a registrada no milho convencional, o que pode trazer sérios riscos para a saúde humana, como náuseas, diarréias, nascimento de fetos prematuros e até aborto.

Além disso, os relatórios enviados apontam para o risco de aparecimento de ervas daninhas resistentes ao agrotóxico e para a possibilidade de contaminação de lavouras convencionais e orgânicas por milho transgênico.

O milho transgênico da Bayer foi proibido na Áustria em 1999, e não é plantado comercialmente em nenhum país da União Européia. A própria empresa retirou seu pedido de liberação em diversos países, como a Inglaterra, alegando que seria economicamente inviável produzir esse milho seguindo todas as medidas de segurança necessárias para evitar a contaminação de plantações vizinhas.

“A Bayer não pode usar o Brasil como campo de testes e os brasileiros como cobaias. Este milho transgênico não pode ser liberado até que exista uma certeza sobre a sua segurança”, disse Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de engenharia genética do Greenpeace.

“Se a empresa for irresponsável e mantiver seu pedido de liberação comercial, caberá à CTNBio e ao governo proteger os brasileiros”.

O Greenpeace exige que a Bayer siga o Princípio da Precaução e não coloque em jogo a saúde da população, a segurança de nosso meio ambiente e a agricultura familiar.

Desde o último dia 8, o Greenpeace disponibilizou um protesto virtual contra o milho transgênico. Cerca de 7 mil pessoas já participaram, pedindo que o milho geneticamente modificado da Bayer não seja aprovado pela CTNBio.

O endereço do protesto é http://www.greenpeace.org.br/ciber_milho.

Del Valle Editoria
Contato: vininha@vininha.com

  
  

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