Greenpeace realiza atividades contra Angra 3

A triste memória de Hiroshima e Nagasaki será motivo para várias manifestações contra Angra 3, durante a primeira semana de agosto. Ao tempo em que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) acena com a aprovação da construção da terceira usina nuc

  
  

A triste memória de Hiroshima e Nagasaki será motivo para várias manifestações contra Angra 3, durante a primeira semana de agosto. Ao tempo em que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) acena com a aprovação da construção da terceira usina nuclear do Brasil, o Greenpeace quer alertar a população sobre os perigos da medida, já que a energia nuclear está diretamente relacionada com a fabricação de bombas atômicas.As duas cidades japonesas foram destruídas por bombas atômicas em 6 e 9 de agosto de 1945, respectivamente, lançadas pelo Exército dos EUA.

Programação :

Rita Lee está apoiando o Greenpeace na campanha contra Angra 3. A cantora protagonizou voluntariamente um comercial para televisão e um spot de rádio, que deverão ser veiculados entre 6 e 20 de agosto em algumas emissoras, que ainda devem ser definidas. A peça de TV também estará disponível no site da organização a partir do dia 4.

O Greenpeace e a Fundação SOS Mata Atlântica se associaram na batalha contra o projeto de construção da terceira usina nuclear do país, coletando conjuntamente adesões a um abaixo-assinado, e pedindo a movimentos sociais, lideranças políticas e entidades de classe que repudiem publicamente Angra 3, durante a semana de 4 a 10 de agosto.

Ações junto ao Ministério Público, ao Congresso Nacional, aos governos de outros países envolvidos na questão e às instituições financeiras nacionais e internacionais também farão parte da estratégia das organizações. A coalizão deverá ser ampliada com a adesão de outras entidades, que serão convidadas nos próximos dias.

Sob o título de Hiroshima Nunca Mais 2003, Angra dos Reis (RJ) será palco de um seminário sobre a política energética brasileira, o uso da energia nuclear no Brasil e as perspectivas das energias alternativas, como a solar, a eólica e a de biomassa.

Também está programado para o evento, realizado pela Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (SAPE) e pela Fundação Heinrich Boll, o show-protesto `Angra 3 Não!`, com a participação de bandas locais. O Greenpeace também participará do seminário e da mobilização. Veja programação completa através da internet.

Lixo tóxico :

As primeiras bombas atômicas já nasceram associadas a reatores de pesquisa e de geração de eletricidade. Por sua vez, o lixo radioativo produzido pelas usinas nucleares, que se mantém potencialmente perigoso durante séculos ou milênios, pode servir de matéria-prima para a fabricação das ogivas.

Por isso, o Greenpeace se opõe totalmente à utilização da energia nuclear para geração de eletricidade, rechaçando qualquer aplicação militar que possa vir a ter.

Se em 1995, a energia nuclear chegou a corresponder a 17% de toda a eletricidade gerada no planeta, hoje este número tende a diminuir. Os países que já foram seus maiores exploradores, atualmente estão abandonando a geração de eletricidade a partir do urânio enriquecido, principalmente devido aos riscos de acidentes e aos resíduos radioativos.

A Alemanha, por exemplo - cujas usinas nucleares geram um terço da eletricidade do país - deve pôr fim ao uso da tecnologia gradativamente, até 2021. O Reino Unido e a Bélgica também figuram no rol dos países que planejam desativar suas usinas nucleares nos próximos anos.

O Greenpeace foi fundado em 1971, lutando contra os testes nucleares realizados pelos EUA nas Ilhas Aleutas, próximo ao Alasca. No Brasil, realizou a sua primeira manifestação de impacto fixando dezenas de cruzes diante da central nuclear de Angra dos Reis, em 1992. A energia nuclear deve ser completamente abandonada, uma vez que já existem recursos de energia limpa e renovável com grande potencial de desenvolvimento no mundo.

O abaixo-assinado contra Angra 3 está disponível para download no site do Greenpeace .

Para mais informações sobre os perigos da energia nuclear, acesse: www.greenpeace.org.br/energia/pdf/factsheet_angr a01-06.pdf e www.greenpeace.org.br/nuclear/biblioteca.

Para saber mais sobre os principais acidentes nucleares que já ocorreram, vá para www.greenpeace.org.br/nuclear e clique em `Grandes Acidentes radioativos`.

Fonte: Ass.Imprensa do Greenpeace

  
  

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