Guia aborda plantas aquáticas em São Paulo

Um grupo de botânicos da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas percorreu boa parte do território paulista no período de 1996 a 2005 para catalogar algumas espécies de plantas da região. O resultado dessa expedição foi publicado no Guia de Campo

  
  

Um grupo de botânicos da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas percorreu boa parte do território paulista no período de 1996 a 2005 para catalogar algumas espécies de plantas da região.

O resultado dessa expedição foi publicado no Guia de Campo de Plantas Aquáticas e Palustres do Estado de São Paulo, documento que reúne fotos e descrições de mais de 400 espécies vegetais.

As 450 páginas em cores do livro, destinado tanto a pesquisadores experientes como para o público leigo, poderão servir, por exemplo, como um instrumento didático para que os turistas tenham condições de identificar as espécies de uma determinada região do Estado.

O objetivo é estimular o conhecimento da natureza para conscientizar o público quanto à importância da preservação ambiental.

As plantas aquáticas foram coletadas em diferentes ambientes, como rios, cachoeiras, brejos, alagados, pântanos e lagos.

Os professores do Instituto de Biologia da Unicamp responsáveis pela publicação, Volker Bittrich e Maria do Carmo do Amaral, organizaram as plantas de acordo com as famílias botânicas.

O trabalho de coleta das espécies foi financiado pela Fapesp - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e pelo CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Entre as espécies encontradas durante o estudo e catalogadas na obra estão: a Azolla filiculoides, pequena samambaia flutuante que na Ásia é utilizada como adubo verde em plantações de arroz, a Nymphaea lotus, planta com flores brancas originária do Egito, mas que se tornou comum em algumas regiões do Estado, e a Utricularia foliosa, considerada “carnívora” por produzir pequenas vesículas debaixo da água para capturar pequenos organismos que lhe fornecem nitrogênio.

Fonte: Agência Fapesp

  
  

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