IAPAR inaugurou laboratório de manejo ecológico de pragas

O Iapar - Instituto Agronômico do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná, inaugurou na sexta-feira (11/7), em Londrina (PR), o Laboratório de Manejo Ecológico de Pragas, que vai desenvolver três linhas de pesquisas:

  
  

O Iapar - Instituto Agronômico do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná, inaugurou na sexta-feira (11/7), em Londrina (PR), o Laboratório de Manejo Ecológico de Pragas, que vai desenvolver três linhas de pesquisas: plantas inseticidas, insetos vetores e controle biológico com Trichogramma.

Para o presidente do IAPAR, Onaur Ruano, trata-se de mais um passo importante da pesquisa na ampliação da base de conhecimento científico para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável. É também um avanço para a agricultura orgânica com benefícios diretos ao produtor, ao ambiente e ao consumidor. Especialmente ao consumidor.

`Tecnologias para redução de custos de produção, proteção ambiental, agricultura familiar e cultivo no sistema orgânico, são um foco importante da pesquisa pública estadual, dentre as prioridades definidas pelo governo estadual`, afirma Ruano.

O uso de plantas inseticidas, mais especificamente o `nim`, tem ampla aplicação e vem apresentando excelentes resultados no campo. O `nim` tem ação sobre um grande número de pragas, toxicidade muito baixa aos vertebrados e permite a integração com outros métodos de controle.

A criação de Trichogramma, um parasitóide de ovos de pragas, é uma atividade importante do laboratório. Este inimigo natural é um dos mais estudados em programas de controle biológico no mundo. Tem sido utilizado em milhares de hectares em diferentes culturas, para controle de pragas com excelentes resultados.

No Brasil é crescente o interesse pela utilização desse inseto.Segundo o pesquisador Celso Luiz Hohmann, o Iapar vem trabalhando há vários anos com esse parasitóide. Mas, recentemente, ele tem sido estudado visando o controle da broca-do-abacate.

`Também vemos grande possibilidade da utilização desse inseto em agricultura orgânica, tanto é que já iniciamos algumas liberações experimentais na cultura do abacate no Paraná`, afirma.

A pesquisadora Ana Maria Meneguim acrescenta que o Laboratório está voltado para estudos que permitem manipular o ecossistema sem agredi-lo. O estudo de bioecologia dos insetos, principalmente de insetos vetores e seus inimigos naturais, é uma grande contribuição à sustentabilidade da agricultura.

A pesquisadora Sueli Martinez, coordenadora da Área de Proteção de Plantas, afirma que o laboratório intensificará as pesquisas com alternativas de controle de pragas mais ecológicas, utilizando o controle biológico e inseticidas naturais.

Com isso, ganham o produtor, o consumidor e o meio ambiente em geral, além dos próprios pesquisadores que terão melhores condições de trabalho.

Segundo Sueli, o agricultor tem uma grande necessidade de alternativas de controle de pragas e a pesquisa deve atender a essa demanda.

O presidente do Iapar afirma que a tecnologia em melhoramento de plantas e voltada para o ambiente e a qualidade dos alimentos, se expressa de várias formas e direta ou indiretamente sempre chega ao consumidor. Entre centenas de exemplos, ele cita o do feijão. A pesquisa introduziu um alto grau de resistência à murcha bacteriana, uma doença importante.

A planta com essa resistência, no caso a variedade IAPAR 31, é apropriada para o cultivo no sistema orgânico. E o desenvolvimento de um mecanismo para o uso do `nim` (a planta inseticida) para o controle biológico do oídio em feijoeiro, é um grande fator que dispensa o uso de agrotóxicos.

Fonte: IAPAR

  
  

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