Ibama-AM autua alemães no aeroporto com peixes ornamentais

Mais um flagrante de biopirataria profissional caracterizada foi dado na segunda-feira, 17/2, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, de Manaus, quando dois alemães, Tino Hammel e Dirk Hezmut Reinel, foram detidos pelo Polícia Federal e autuados pelo Ib

  
  

Mais um flagrante de biopirataria profissional caracterizada foi dado na segunda-feira, 17/2, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, de Manaus, quando dois alemães, Tino Hammel e Dirk Hezmut Reinel, foram detidos pelo Polícia Federal e autuados pelo Ibama-AM ao tentar embarcar para a Alemanha várias espécies de peixes ornamentais e amostras de minerais.

“O que impressiona nesses biopiratas é a sofisticação dos equipamentos e disfarces utilizados “, observa José Leland, gerente-executivo do Ibama-AM.

Os potes e caixas onde estavam as matrizes de peixes ornamentais junto com as redes de coleta e um aparelho de GPS (guia de localização global) estavam envoltos em uma capa de alumínio para que o aparelho de raio x não detectasse o material transportado.

Os alemães foram autuados pelo Ibama em 100 mil reais por exportar ilegalmente 280 peixes ornamentais e estavam no Brasil há pouco mais de um mês, sendo que Tino já havia estado no país mais duas vezes.

“O aparelho de GPS é um sinal claro de que eles marcaram os locais para depois voltarem a realizar novas coletas de espécies tão exóticas e de bom valor no mercado internacional”, explica Ênio Cardoso, chefe da divisão de controle e fiscalização do Ibama-AM.

Além do material biológico, foram apreendidas também amostras de um tipo de areia de rio grossa, uma pedra parecida com tantalita e uma outra pedra preciosa, já lapidada com aparência de ser uma esmeralda.

As espécies apreendidas de ciclídeos, que são os acarás-disco (royal blue) e epistograma, bodós (ornamentais), coridoras, além de novas espécies que ainda estão sendo identificadas, tinham como destino Bangcokc, um grande centro produtor mundial.

“Identificamos pelo menos duas espécies raras conhecidas (acará royal blue e coridoras) sem contar as ainda por identificar no laudo técnico”, diz Leland.

Com esta apreensão, o número de casos de biopirataria sobe para vinte e dois só nos últimos dois anos no Amazonas.

“O que vamos fazer agora é entrar com uma representação na Justiça Federal, pedindo que seja estendida a jurisprudência do caso dos suíços das borboletas, no ano passado, quando o juiz Dr. Jimmis Braga, tomou uma decisão inédita obrigando os infratores a pagarem a multa dobrada, pelos danos ambientais causados, e condicionando a libertação deles à quitação da dívida”, conclui Leland.

O gerente ressalta ainda que esta apreensão demostra a necessidade de vigilância permanente nos portos e aeroportos, já que é impossível impedir a saída de material genético pelas longas fronteiras amazônicas.

“Pelo menos os aeroportos já identificados com grande potencial da prática desses ilícitos precisam ser rigorosamente vigiados”, conclui.

Fonte: Ibama

  
  

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