Ibama criou um comitê de especialistas para cuidar da preservação da arara-azul-grande

O Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis acaba de criar um comitê de especialistas para cuidar especificamente dos assuntos relacionados à conservação e ao manejo da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacintinus).

  
  

O Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis acaba de criar um comitê de especialistas para cuidar especificamente dos assuntos relacionados à conservação e ao manejo da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacintinus).

Até hoje, esta arara dividia com outra do mesmo gênero - a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) - um único comitê. A espécie, também conhecida como arara-una, está ameaçada de extinção e deverá constar da nova lista vermelha do Ibama na categoria de vulnerável. Com um comitê exclusivo, a arara-azul-grande deverá receber mais atenção das instituições envolvidas no manejo e conservação da espécie.

Além do Ibama, que coordenará as ações do comitê, fazem parte do novo grupo a SZB - Sociedade de Zoológicos do Brasil e a SBO - Sociedade Brasileira de Ornitologia.

Entre os especialistas que discutirão as diretrizes para a arara-azul-grande, estão os biólogos Neiva Guedes – coordenadora do Programa Arara-Azul, Yara de Melo Barros, do Ibama, Ricardo Bonfim Machado, da Conservation International e o ornitólogo Pedro Scherer Neto, do Museu Capão da Imbuia.

O comitê, de caráter consultivo, terá como uma das principais atribuições o estabelecimento de estratégias para estudo, manejo e conservação da arara-azul-grande com o objetivo de alcançar o estabelecimento de populações geneticamente viáveis da espécie.

A meta é evitar que a arara atinja o mesmo grau de ameaça que já levou ao desaparecimento da natureza a ararinha-azul (Cyanopsitta spiixi) e reduziu a população de araras-azuis-de-lear (Anodorhynchus leari) a cerca de 400 indivíduos em estado selvagem.

A arara-azul grande se destaca pela sua beleza e por ser o maior dos psitacídeos (papagaios, periquitos, araras, maritacas, etc) existentes, chegando a medir um metro da ponta do bico à ponta da cauda, com peso de 1,3 kg.

Prioridades :

A arara-azul-grande se tornou símbolo do Pantanal matrogrossense, graças, sobretudo, ao trabalho desenvolvido nos últimos anos pela equipe da bióloga Neiva Guedes, do Projeto Arara-Azul, que conseguiu reverter a trajetória de ameaça de extinção em que a ave se encontrava.

Além dessa região, a arara-azul-grande também pode pode ser localizada nos estados de Tocantins, Pará, Maranhão e região norte da Bahia. Todavia, a única população sobre a qual se tem maior conhecimento e controle é a que habita o Pantanal.

Nas demais regiões de ocorrência da ave, o levantamento sobre as populações, bem como as pesquisas de seus hábitos e sua ecologia estão apenas no começo. Os projetos de conservação para as araras dessa espécie nas respectivas regiões deverão ser uma das discussões mais imediatas do comitê.

Além disso, é preciso saber exatamente quantas aves dessa espécie estão em poder dos criadouros científicos e conservacionistas, para que se estabeleça uma política de manejo dessas aves em cativeiro.

Assim como ocorre para outras espécies ameaçadas, a população cativa representa um patrimônio importante para pesquisas genéticas, de comportamento e mesmo para programas de reintroduções na natureza.

Fonte : Ibama

  
  

Publicado por em

Alessandra Barreto

Alessandra Barreto

14/09/2008 10:46:58
Adorei as informações que me ajudaram e muito a realizar um trabalho escolar para meu filho que está na 2* série,sobre a arara azul.

Parabéns a todos aos que desenvolvem projetos como os citados e a vocês que os divulgam!!!!!