Ibama lança Atlas de Conservação na Natureza

Em parceria com a iniciativa privada, o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis lançou nesta terça-feira (10) o Atlas de Conservação da Natureza Brasileira. De acordo com o presidente do Ibama, Marcus Barros, o liv

  
  

Em parceria com a iniciativa privada, o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis lançou nesta terça-feira (10) o Atlas de Conservação da Natureza Brasileira. De acordo com o presidente do Ibama, Marcus Barros, o livro pode ajudar na conservação pela educação ambiental e sensibilização da população.

O Atlas traz fotos e textos das 243 UCs - Unidades de Conservação federais brasileiras. `O objetivo não é mapear, mas divulgar as UCs, mostrar fotos e contextos com informações detalhadas sobre fauna e flora`, diz Barros. Também pode ser encontrada, na obra, a relação e mapeamento de todas as UCs brasileiras, além da legislação relativa a cada uma delas.

Nas 336 páginas do livro, cerca de 200 fotografias de todas as unidades revelam espécies características de cada bioma, imagens de satélite e mais de 40 mapas. `Não é um panorama qualitativo, ele traz um resumo e uma visão geral do que sejam as UCs`, diz Ronaldo Graça Couto, idealizador da obra, que custou R$ 500 mil, captados por meio da Lei Rouanet.

`O que o atlas traz de novo é a reunião de informações técnicas sobre todas as UCs num mesmo livro, com características de livro de arte`, diz Graça Couto, para quem o mais difícil foi captar os recursos - trabalho de três anos.

O Ibama entrou apenas com recursos humanos, `suporte técnico para mostrar as características pormenorizadas, em campo, na definição da fauna e da flora e beleza paisagística`, segundo Marcus Barros. Entre fotógrafos, técnicos e autores, mais de 40 pessoas trabalharam durante um ano na elaboração do atlas. Dos 6 mil exemplares editados, 600 foram doados à Biblioteca Nacional.

As 243 UCs somam 52 milhões de hectares de todos os biomas nacionais - 49,4% se encontram na Amazônia; 12,5% na Mata Atlântica; 10,3% na Caatinga; 23,9% no Cerrado; 1,8% no Pantanal e 2,1% nos Pampas. Apesar da quantidade, as UCs representam apenas 10% do território brasileiro. O presidente do Ibama diz que a meta é chegar a 15% até o final do governo e que o ideal seriam 20% do território nacional destinados à conservação.

As Unidades de Conservação são divididas em 12 categorias: parque nacional, reserva biológica, estação ecológica, refúgio de vida silvestre, área de proteção ambiental, área de relevante interesse ecológico, reserva extrativista, floresta nacional e reserva particular do patrimônio natural.

Diferentes fatores podem caracterizar uma UC. A biodiversidade é fundamental para que um lugar seja transformado em reserva destinada a pesquisas e proibida a visitações. Já a paisagem de um local pode transformá-lo em uma unidade de conservação destinada ao turismo. De acordo com o Ibama, em termos percentuais o Brasil é a segunda nação do mundo que mais protege ambientalmente seu território, suas espécies e seus ecossistemas.

Fonte: Radiobrás

  
  

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