Ibama reinicia pesquisa de nova espécie de tartaruga

O departamento de Fauna do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis deu início a pesquisa de uma nova espécie de tartaruga, descoberta no ano passado no Parque Chico Mendes. Sabe-se que o animal pertence ao gênero k

  
  

O departamento de Fauna do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis deu início a pesquisa de uma nova espécie de tartaruga, descoberta no ano passado no Parque Chico Mendes. Sabe-se que o animal pertence ao gênero kinosternon e se assemelha ao muçuã (tipo de quelônio conhecido na região e consumido como iguaria pelos caboclos).

Segundo a técnica ambiental Silvana Lessa, a retomada do projeto de reconhecimento só está sendo possível graças ao incentivo da iniciativa privada acreana que resolveu investir na área e reativar o estudo que estava parado por falta de recurso financeiro.

O animal ainda desconhecido tem cor amarela e detalhe em V preto na cabeça. Os dois primeiros foram encontrados no Parque Chico Mendes e um terceiro no Horto Florestal, deixado por uma pessoa não identificada. A pesquisadora diz que trata-se de uma espécie endêmica que só ocorre na região amazônica.

No final do ano passado a comunidade científica recebeu um comunicado dando conta que um casal de americanos encontrou a mesma espécie em Loreto, no Peru e publicou como espécie nova, embora não tenha feito investigação.

`Isso só vem comprovar que a nossa região é muito rica em biodiversidade e nos leva a imaginar quantas coisas novas ainda temos para descobrir. Essa novidade é importante para o mundo científico e destaca especialmente a riqueza ambiental do Estado do Acre, levando em conta que o animal foi encontrado dentro da cidade, em local desmatado e habitado`, lembrou Silvana Lessa.

O próximo passo agora é continuar o trabalho de busca desses animais nas áreas do Parque Chico Mendes e Horto Florestal para a efetivação do exame de DNA e comparação com os grupos já especificados. Uma das maiores dificuldades nesse setor, de acordo com a pesquisadora é a falta de incentivo à pesquisa.

Fonte: Amazônia .org

  
  

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